Suzuka (Japão) – 27 de março de 2026, 9h15. Lewis Hamilton afirmou que o “super-clipping” — momento em que o sistema híbrido recarrega a bateria mesmo com o acelerador totalmente pressionado — prejudica a pilotagem na Fórmula 1. A declaração foi dada após o primeiro treino livre para o Grande Prêmio do Japão, em que imagens onboard de Max Verstappen evidenciaram a perda de velocidade provocada pelo recurso.
Queda de 50 km/h na 130R
No TL1, a câmera do carro de Verstappen registrou 320 km/h na aproximação da curva 130R. Durante a trajetória, porém, a velocidade despencou cerca de 50 km/h por causa do super-clipping, efeito que se estendeu até a chicane final.
FIA reduz limite de energia
Em resposta a questionamentos sobre o equilíbrio entre gestão de bateria e habilidade do piloto na classificação, a FIA diminuiu o teto de energia para o fim de semana em Suzuka: de 9 MJ para 8 MJ.
Ferrari “ainda não é rápida o bastante”
Sexto colocado nos dois treinos de sexta-feira, Hamilton avaliou o desempenho da Ferrari como “competitivo”, mas insuficiente. “O carro parece bom, porém não é rápido o suficiente”, afirmou. O heptacampeão destacou a necessidade de melhorar o equilíbrio e prometeu trabalho intenso da equipe durante a noite para ajustar o acerto.
Perca de quatro décimos nas retas
Outro ponto crítico, segundo o britânico, é o déficit de velocidade em linha reta. Ele calculou uma desvantagem de aproximadamente quatro décimos para a McLaren apenas no trecho que leva à curva 1, influência direta do uso de energia.
“Definitivamente não é algo bom”
Ao comentar o super-clipping, Hamilton foi direto: “Definitivamente, não é algo bom. Em certos pontos você chega praticamente sem potência e só deixa o carro rolar”. Apesar do incômodo nas retas, o piloto elogiou o comportamento da Ferrari em seções de curvas.
Com ajustes no gerenciamento de energia e no acerto geral, Hamilton acredita que ainda há margem para evolução ao longo do fim de semana em Suzuka.
Com informações de Autoracing



