O ex-piloto Johnny Herbert recomendou cautela à Red Bull em relação à possível subida de Isack Hadjar para a equipe principal já em 2026. Em entrevista ao site bettinglounge.co.uk, o britânico afirmou que apressar o jovem francês pode repetir erros cometidos em promoções anteriores.
Pressão por resultados
Herbert lembrou que decisões precipitadas nos últimos anos custaram pontos e consistência ao time de Milton Keynes. Segundo ele, Hadjar precisa de mais tempo na Racing Bulls para amadurecer antes de enfrentar o ambiente de alta pressão ao lado de Max Verstappen.
Tsunoda segue em avaliação
O conselho de paciência também vale para Yuki Tsunoda, chamado para substituir Liam Lawson duas etapas após o início da temporada, pouco antes do Grande Prêmio do Japão. Embora o japonês de 25 anos tenha conquistado um sexto lugar no Azerbaijão, terminou apenas em 12º em Singapura e ainda não alcançou a regularidade desejada. “Ainda não clicou para Yuki”, disse Herbert, observando que o piloto demonstra evolução, mas abaixo do nível exigido.
Exemplos que preocupam
O ex-piloto citou as experiências de Alex Albon e do próprio Lawson como alertas. Ambos foram promovidos à Red Bull com pouca quilometragem e não corresponderam às expectativas. “Sempre que alguém chega sem experiência suficiente, acaba dando terrivelmente errado”, afirmou.
Talento promissor, mas em formação
Aos 20 anos, Hadjar impressiona na temporada de estreia pela Racing Bulls e já desperta elogios de Helmut Marko. No GP de Singapura, o francês mostrou personalidade ao brincar com Fernando Alonso pelo rádio. Para Herbert, porém, o potencial não dispensa um período maior de desenvolvimento. “Ele está fazendo tudo certo, mas ainda há espaço para crescer”, avaliou.
Com base nesses argumentos, Herbert defende que a Red Bull adote uma abordagem mais paciente tanto com Tsunoda quanto com Hadjar, evitando repetir estratégias que, no passado, resultaram em baixos desempenhos e desgaste interno.
Com informações de Autoracing



