São Paulo, 18 de novembro de 2025 – O campeão mundial de 1996, Damon Hill, afirmou que o presidente da Ferrari, John Elkann, pode acabar desmoralizando seus próprios pilotos, Charles Leclerc e Lewis Hamilton, ao cobrar a dupla publicamente depois do Grande Prêmio de São Paulo.
Após um fim de semana considerado desastroso pela equipe italiana, Elkann elogiou mecânicos e engenheiros de Maranello, mas exigiu que Leclerc e Hamilton “falassem menos” e se concentrassem em pilotar o SF-25. O discurso duro foi interpretado como uma tentativa de reforçar a união interna, mas gerou repercussão imediata na Fórmula 1.
Hamilton descrevera a passagem pela Ferrari como “um pesadelo” e Leclerc demonstrara frustração com a temporada. As queixas tornaram-se públicas e, em resposta, Elkann manifestou sua insatisfação frente aos resultados. Nas redes sociais, os dois pilotos publicaram mensagens de apoio mútuo e solidariedade à equipe.
“Pode minar a confiança”, diz Hill
Em entrevista ao jornal The Mirror, Hill relatou surpresa com o tom adotado pelo dirigente: “Vi a entrevista e, como muita gente, fiquei espantado”, declarou. Para o britânico, é natural que pilotos critiquem o carro quando ele não responde, pois representam a etapa final de todo o processo técnico.
Hill destacou que, embora Elkann tenha o direito de cobrar resultados, expor a dupla em público pode gerar desânimo no ambiente da escuderia: “Talvez ele já tivesse dito isso em particular, mas, em público, pode minar a confiança”.
“A Ferrari fica, os pilotos passam”
Mesmo assim, o ex-piloto reconheceu a prerrogativa do presidente: “Você trabalha para a equipe. Se disser algo errado, vai receber uma resposta”, observou. Hill reforçou ainda a tradição da escuderia: “Nenhum piloto é maior que a Ferrari. O piloto passa, a Ferrari fica. Sempre foi assim e provavelmente sempre será”.
Enquanto o clima interno segue tenso, a equipe tenta reagir aos altos e baixos do campeonato e recuperar competitividade nas corridas finais da temporada.
Com informações de Autoracing



