São Paulo, 7 de janeiro de 2026 – A era dos propulsores V6 turbo híbridos da Fórmula 1, iniciada em 2014 e encerrada oficialmente ao fim de 2025, mudou profundamente a categoria. A fase começou com domínio absoluto da Mercedes e terminou com desempenho praticamente nivelado entre as quatro fornecedoras – Mercedes, Ferrari, Honda e Renault.
Mercedes larga na frente em 2014
Na temporada inaugural do novo regulamento, o motor Mercedes exibia vantagem estimada em 70 hp. A potência, somada à eficiência térmica superior e ao turbo dividido (compressor e turbina separados), fez com que equipes clientes como Williams e Force India se destacassem nas retas.
Reação da Ferrari
A Ferrari encurtou a diferença para cerca de 20 hp já em 2015. Entre 2015 e 2017, o fabricante italiano avançou a ponto de, em 2018, ser considerado tecnicamente equivalente à Mercedes. O ápice ocorreu em 2019, quando analistas apontaram o motor Ferrari como o mais potente do grid.
O impulso, porém, perdeu força depois de uma investigação da FIA sobre o fluxo de combustível. Um acordo confidencial resultou em perda significativa de desempenho a partir de 2020.
Ascensão da Honda
A Honda regressou à F1 com a McLaren em 2015 enfrentando problemas de confiabilidade e um déficit de mais de 100 hp. A virada veio com a parceria firmada com a Red Bull em 2019. No fim de 2020, a diferença para os líderes já era mínima, e o construtor japonês adiantou o motor previsto para 2022, estreando-o em 2021. Muitos engenheiros apontaram ganho de torque e melhor integração dos sistemas, fator decisivo para o título mundial de Max Verstappen.
Esforço contínuo da Renault
Embora tenha sido a principal defensora da introdução dos V6 híbridos, a Renault enfrentou mais dificuldades que as rivais. A unidade francesa chegou a reduzir a desvantagem para 15 hp em 2019, mas não chegou a comandar a comparação de desempenho.
Congelamento de desenvolvimento
Para cortar custos e garantir estabilidade técnica, a FIA impôs um congelamento gradual a partir de março de 2022. Nessa data foram homologados motor a combustão e turbocompressor; em setembro do mesmo ano, bateria, eletrônica de controle e MGU-K também ficaram selados. A decisão foi motivada, em parte, pela anunciada saída da Honda (revertida posteriormente) e pelo interesse da Red Bull em preservar a tecnologia japonesa sem gastos adicionais.
O bloqueio seguiu até 2025, permitindo que as equipes concentrem esforços no próximo regulamento, previsto para 2026, enquanto mantinham níveis de performance muito próximos no período final da era híbrida.
Com informações de Autoracing



