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Honda revive primeiro triunfo na F1 no México e projeta volta como equipe oficial em 2026

Autódromo Hermanos Rodríguez, Cidade do México – Sessenta anos após sua primeira vitória na Fórmula 1, a Honda levou de volta ao traçado mexicano o histórico RA272, carro que garantiu o triunfo de Richie Ginther no Grande Prêmio do México de 1965. A homenagem ocorreu na manhã de domingo, poucas horas antes da largada da etapa de 2025, e teve Yuki Tsunoda ao volante do monoposto equipado com motor V12 de 1,5 litro transversal — configuração que dominou a era de motores 1,5 L da categoria.

Revestido de branco com o círculo vermelho da bandeira japonesa, o RA272 ocupou um box especial à frente da garagem da RB21 de Tsunoda. Mecânicos vestidos com uniformes de época acionaram o motor RA272E, cujo som atraiu profissionais de equipes rivais, incluindo a Ferrari, armados de celulares para registrar o momento.

Retrospecto de 1965

Em 24 de outubro de 1965, Richie Ginther largou em terceiro, superou Jim Clark e Dan Gurney ainda antes da primeira curva e manteve a liderança até a bandeirada, vencendo com 2,89 s de vantagem sobre Gurney. Mike Spence completou o pódio, quase um minuto atrás. A vitória foi a primeira da Honda, de Ginther e da fornecedora de pneus Goodyear, encerrando a era dos motores 1,5 L na F1.

Naquele fim de semana, os pilotos da Honda realizaram sessões extras das 6h às 9h por três dias para ajustar mistura de combustível na altitude de 2.200 m da capital mexicana. O esforço rendeu voltas na casa de 1min57s a 1min58s durante os treinos livres e 1min56,48s na classificação.

Plano para a “quinta geração”

Presente às comemorações, o CEO Toshihiro Mibe confirmou que a montadora retornará em 2026 como fornecedora oficial de motores da Aston Martin, encerrando a parceria atual com a Red Bull. “Na próxima temporada voltaremos como equipe de fábrica. Teremos um carro verde”, afirmou, em referência às cores da escuderia britânica.

Mibe classificou o novo programa como a “quinta geração” da Honda na F1. O executivo lembrou que a companhia alternou períodos de participação e afastamento — o último envolvimento pleno terminou em 2021 — e disse buscar estabilidade por meio da Honda Racing Corporation (HRC). O presidente da HRC, Koji Watanabe, acrescentou que a meta é evitar uma “sexta geração”, sinalizando intenção de permanência prolongada.

O controle de custos é apontado como principal desafio. A HRC quer ampliar a divisão de peças de alto desempenho para ajudar a financiar o programa, enquanto a Aston Martin investe em infraestrutura: um campus tecnológico de 37.000 m² em Silverstone, com novo túnel de vento, e a contratação de Adrian Newey para liderar o projeto do carro de 2026.

Histórico de conquistas

Como fornecedora de motores, a Honda soma 89 vitórias, 223 pódios e seis títulos de pilotos e construtores. Como equipe completa, venceu três vezes: México-1965 (RA272), Monza-1967 (RA300) e Hungria-2006 (RA106).

O capítulo mais recente desse histórico começa em março de 2026, no GP da Austrália, quando a Aston Martin Aramco Honda alinhará pela primeira vez seu novo conjunto no grid.

Com informações de RACER

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