A renovação de George Russell com a Mercedes segue indefinida. Segundo a imprensa japonesa, Toto Wolff vem prolongando as conversas à espera de possíveis movimentações de Max Verstappen no mercado de pilotos.
De acordo com o portal as-web.jp, Russell solicitou um acordo de três temporadas e salário em torno de US$ 20 milhões anuais, valor semelhante ao recebido por Lando Norris na McLaren. Wolff, porém, ofereceu apenas metade desse montante e contrato de um ano, justificando que deseja manter margem de manobra caso Verstappen decida deixar a Red Bull em 2027.
Cláusulas de performance em debate
Fontes próximas ao piloto britânico de 26 anos indicam que ele aceita assinar por apenas uma temporada, desde que o contrato contenha cláusulas de desempenho. Russell quer garantia de extensão automática se superar com frequência o estreante Kimi Antonelli, confirmado como seu novo companheiro de equipe.
O chefe da Mercedes, no entanto, reluta em incluir condições especiais. Durante o fim de semana do GP do Azerbaijão, em Baku, Wolff afirmou: “Não temos pressa. A renovação certamente acontecerá, mas ainda não está fechada”.
Preparação para um mercado agitado
Administrado atualmente pela própria Mercedes, Russell avalia contratar um empresário independente para fortalecer sua posição nas negociações previstas para 2027, quando diversos contratos de destaque chegam ao fim.
Wolff confirmou encontros informais com Verstappen durante o verão europeu e não descartou uma investida no tetracampeão quando o novo regulamento técnico entrar em vigor.
Desafios do motor de 2026
Paralelamente, a revista Auto Motor und Sport revelou que a unidade de potência da Mercedes para 2026 enfrenta falhas recorrentes nos testes iniciais. Engenheiros da equipe lembram a situação de 2014, quando problemas iniciais deram origem a um propulsor dominante responsável por oito títulos consecutivos.
A partir de 2026, a Mercedes fornecerá motores para sua equipe de fábrica, além de McLaren, Williams e da nova parceira Alpine; já a Aston Martin migrará para unidades Honda. O engenheiro Andrew Shovlin avalia que a quilometragem ampliada pode acelerar o desenvolvimento: “Com mais carros na pista, os erros aparecem mais rápido; em 2014 tivemos clara vantagem, e a história pode se repetir”.
Enquanto o futuro de Russell permanece em aberto, a Mercedes equilibra negociações contratuais e desafios técnicos de olho no próximo ciclo regulatório da Fórmula 1.
Com informações de Autoracing



