A imprensa esportiva da Itália saiu em defesa de Lewis Hamilton e Charles Leclerc depois que o presidente da Ferrari, John Elkann, criticou abertamente os dois pilotos. As declarações ocorreram após o Grande Prêmio do Brasil, realizado em 14 de novembro de 2025, quando a equipe de Maranello caiu para a quarta posição no Mundial de Construtores.
No Autódromo de Interlagos, Leclerc abandonou a prova depois de ser acertado por Kimi Antonelli em consequência de um toque prévio com Oscar Piastri. Já Hamilton deixou a corrida após se envolver em incidentes com Carlos Sainz e Franco Colapinto.
Logo após a etapa brasileira, Elkann elogiou engenheiros e mecânicos, mas afirmou que seus pilotos “falam demais”. Apesar da crítica, declarou que a Ferrari ainda tem chances de terminar o campeonato na segunda colocação.
Apoio dentro e fora da Itália
Ex-pilotos de Fórmula 1, como Juan Pablo Montoya e Jenson Button, além dos comentaristas da Sky Sports Ted Kravitz e Karun Chandhok, saíram em defesa da dupla. Agora, veículos italianos tradicionalmente ligados à Ferrari também se posicionaram.
O La Gazzetta dello Sport classificou as críticas de Elkann como “inexplicáveis” e lembrou que a equipe não conquista o título de pilotos desde 2007, nem o de construtores desde 2008. Já o Corriere della Sera ressaltou a exposição pública dos pilotos e a dificuldade de se manifestarem em meio a uma temporada marcada, segundo o jornal, por “um carro não competitivo”.
Hamilton e Leclerc responderam às declarações do dirigente com publicações separadas nas redes sociais, reafirmando o compromisso com a Ferrari para o restante do campeonato.
Com informações de Autoracing



