Maranello, 22 de abril de 2026 – O ex-piloto Eddie Irvine, que defendeu a Ferrari entre 1996 e 1999, recomendou prudência ao avaliar o início de temporada de Lewis Hamilton na equipe italiana. O britânico, sete vezes campeão mundial, conquistou seu primeiro pódio pela escuderia no Grande Prêmio da China, mas, segundo Irvine, o resultado não garante uma recuperação definitiva.
Hamilton abriu o campeonato com três resultados consistentes: quarto lugar na Austrália, terceiro na China e sexto no Japão. O desempenho representa seu melhor começo de ano desde 2023, ainda pela Mercedes, e contrasta com a campanha de 2025, quando precisou de quatro provas para entrar no top-cinco.
Pódio em Xangai “não é prova de virada”, diz Irvine
Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, Irvine afirmou que o circuito de Xangai historicamente favorece Hamilton e que o britânico foi superado pelo companheiro Charles Leclerc em Suzuka.
“Eu não consideraria esse pódio como algo garantido. A China é a pista dele. No Japão, Leclerc o dominou durante todo o fim de semana”, declarou o irlandês. Mesmo assim, Irvine acredita que a Ferrari pode conquistar “pelo menos uma vitória” em comparação ao ano anterior.
Hamilton aponta perda de potência em Suzuka
Após a sexta colocação no Japão, Hamilton reconheceu dificuldades de ritmo. “Foi um fim de semana bem mediano. Tive problemas de potência na corrida e fiquei em desvantagem, defendendo o tempo todo”, disse. Ele acrescentou que investigará a causa da diferença: “Os pilotos ao meu redor pareciam ter mais potência. Preciso entender se minha unidade de potência estava abaixo ou algo assim.”
Com o quarto, terceiro e sexto lugares nas três primeiras etapas, Hamilton mostra evolução sob o novo regulamento técnico de 2026, mas a consistência ao longo do campeonato ainda é incerta, de acordo com Irvine.
Com informações de F1Mania.net



