São Paulo, 11 de abril de 2026, 14h59 – O jornalista especializado em automobilismo Adauto Silva publicou novo texto para esclarecer sua visão sobre o atual regulamento da Fórmula 1. Tradicionalista declarado desde 1972, o comentarista afirmou que, embora preferisse motores V10 movidos a combustível sintético e a manutenção do DRS, reconhece que a categoria depende hoje das montadoras e de soluções menos ligadas ao petróleo.
Motivos da mudança tecnológica
Segundo Silva, as fabricantes exercem domínio absoluto sobre a categoria e buscam alternativas porque o petróleo é finito e porque os carros de rua precisam reduzir emissões. Esse contexto, diz ele, afasta a possibilidade de um retorno aos propulsores V10.
Desempenho nas três primeiras etapas de 2026
O jornalista avaliou positivamente as corridas iniciais da temporada, destacando disputas em todo o pelotão e desempenho superior ao esperado. Ele lembrou que o objetivo histórico da F1 é ser a categoria mais rápida do mundo e ressaltou que, mesmo com as mudanças, continua mais de 10 segundos por volta à frente da Fórmula 2.
Comparação na Austrália
No Grande Prêmio da Austrália, abertura do campeonato, George Russell cravou a pole position da F1 em 1:18.518, enquanto Dino Beganovic marcou 1:28.695 na F2. Para Silva, o dado confirma que a elite do esporte segue em patamar superior, apesar das críticas.
Problema do “clipping”
O regulamento de 2026 estabelece divisão de potência de 50% para o motor a combustão (ICE) e 50% para o sistema elétrico (MGU-K). Essa repartição provoca o “clipping”, perda de potência elétrica no fim de retas longas, deixando o carro apenas com o ICE. Silva defende que um ajuste inicial de 65/35 teria evitado o problema, mas acredita que engenheiros e a FIA encontrarão solução ao longo do ano.
Referência ao regulamento anterior
Ele recordou que o pacote técnico anterior nunca cumpriu totalmente o prometido, citando a prancha sob os carros que limitou o efeito solo e provocou saltos excessivos (“porpoising”). Mesmo assim, Silva disse manter otimismo quanto à correção das falhas atuais.
Carros menores e mais ágeis
Na parte aerodinâmica, equipes já teriam recuperado quase todo o downforce perdido pela limpeza de 2026. Os monopostos agora pesam 30 kg a menos, o que, segundo o jornalista, aumenta a agilidade em curvas. O desafio restante é recuperar potência em retas extensas.
Próximos passos
Silva projeta avanços já na classificação para o GP de Miami e confia na rápida adaptação dos pilotos, que, “por serem os melhores”, saberão administrar a complexidade extra das unidades de potência híbridas.
Com informações de Autoracing



