Jos Verstappen afirmou que as críticas de seu filho, Max Verstappen, aos carros da Fórmula 1 de 2026 começaram há “dois ou três anos”, mas não foram levadas a sério. A declaração foi dada à emissora Viaplay nesta terça-feira, 3 de março de 2026.
De acordo com o ex-piloto, o tetracampeão da Red Bull analisou dados técnicos ainda na fase de concepção do novo regulamento e, já naquele período, apontou possíveis dificuldades. “Todo mundo estava rindo”, relatou Jos, acrescentando que Max chegou a ser rotulado como “negativo”.
Críticas de longa data
Durante a recente pré-temporada, Max voltou a expor sua insatisfação, classificando os modelos de 2026 como “Fórmula E com esteroides” e “anticorrida”. O novo pacote técnico alterou significativamente a aerodinâmica e introduziu unidades de potência com gestão de energia mais complexa, itens que, segundo o piloto, comprometem a qualidade das disputas.
Problemas já identificados
Nos testes coletivos, vários competidores mencionaram dificuldades práticas. Entre as queixas estão o procedimento de largada, o duelo roda a roda e o controle rígido da recuperação e da entrega de energia ao longo das voltas. Esses pontos reforçam a avaliação de Max de que a categoria deveria ouvir mais quem está ao volante.
Para o holandês, os pilotos poderiam ter ajudado a detectar antecipadamente parte dos entraves que agora surgem na pista. Ainda assim, ele reconhece que não cabe aos competidores decidir todos os detalhes, mas defende maior participação em aspectos considerados “lógicos” para a corrida.
Com o regulamento já em vigor e as primeiras falhas expostas, Jos Verstappen acredita que a Fórmula 1 enfrenta um debate técnico que tende a se intensificar ao longo da temporada.
Com informações de Autoracing



