Londres, 25 de fevereiro de 2026 – Lawrence Stroll descartou publicamente qualquer possibilidade de vender a equipe Aston Martin de Fórmula 1. O pronunciamento do bilionário canadense vem após uma pré-temporada marcada por dificuldades com a nova unidade de potência Honda.
Compromisso de longo prazo
Em entrevista ao New York Times, Stroll afirmou que não faz sentido “investir centenas de milhões de libras, erguer o campus mais moderno da categoria e contratar cerca de 400 profissionais de elite” para, em seguida, abandonar o projeto. O empresário reiterou que mantém controle total tanto da escuderia quanto da montadora e assegurou os direitos permanentes do nome Aston Martin na F1.
Desafios técnicos com o motor Honda
Diante dos resultados abaixo do esperado na pré-temporada, o foco de questionamentos recaiu sobre a nova unidade híbrida desenvolvida pela Honda para o regulamento de 2026. Fernando Alonso declarou confiar no chassi, mas reconheceu que a equipe ainda precisa compreender integralmente as exigências do novo motor e do sistema híbrido.
Newey recebe defesa de Alonso
Apesar das dificuldades iniciais, Alonso saiu em defesa do projetista Adrian Newey. Para o bicampeão, não é plausível supor que um profissional com mais de 30 anos de domínio técnico tenha perdido sua capacidade de inovar. O espanhol acredita em rápida evolução do conjunto ao longo da temporada.
Alerta de Ralf Schumacher
O ex-piloto Ralf Schumacher lembrou o histórico tenso entre Alonso e a Honda nos tempos de McLaren, quando críticas públicas ao “motor de GP2” abalaram a relação. Segundo ele, essa memória pode reacender tensões, sobretudo dentro da cultura corporativa japonesa. Schumacher sugeriu que a Honda reconheça eventuais falhas, apresente um cronograma de recuperação e peça paciência para evitar novos atritos.
Mesmo com o começo conturbado, Stroll reforçou que a Aston Martin está apenas no início de sua trajetória na nova era da Fórmula 1 e que o compromisso com a categoria permanece inalterado.
Com informações de Autoracing



