6 de outubro de 2025 – Singapura – Charles Leclerc reconheceu que a Ferrari atingiu o limite de desenvolvimento do SF-25 depois de um fim de semana repleto de dificuldades no Grande Prêmio de Singapura.
Freios no centro das atenções
Largando em sexto, Leclerc e o companheiro de equipe Lewis Hamilton, sétimo no grid, enfrentaram problemas de superaquecimento nos freios desde as primeiras voltas. Para evitar falhas, a equipe ordenou o uso constante de lift and coast, obrigando o monegasco a tirar o pé do acelerador quase 200 metros antes dos pontos normais de frenagem.
A estratégia de contenção comprometeu o ritmo. Leclerc cruzou a linha de chegada em sexto lugar sem conseguir lutar pelas primeiras posições.
Estrategia agressiva de Hamilton não surte efeito
Hamilton arriscou um pit stop tardio, calçou pneus novos e partiu para cima de Kimi Antonelli. A tentativa naufragou após novo alerta de freio e uma penalização por cortar curva, resultando apenas no oitavo posto, logo atrás de Fernando Alonso.
Situação delicada no Mundial de Construtores
Com 298 pontos, a Ferrari passou a ver a Mercedes abrir 27 pontos de vantagem, enquanto a Red Bull reduziu a diferença para apenas oito ao confirmar a recuperação iniciada em Monza.
Declarações de Leclerc
“Desde a volta oito tudo girou em torno de controlar a temperatura dos freios. Todo mundo sofre em Singapura, mas nós estávamos na pior situação, e isso tornou a corrida extremamente difícil”, afirmou Leclerc.
Questionado sobre a ordem de inversão de posições com Hamilton, o piloto minimizou qualquer polêmica interna. “Esse não é o maior problema. O principal é não termos um carro capaz de brigar na frente.”
Leclerc ainda destacou a evolução das rivais: “A McLaren manteve a vantagem que tinha desde o início do ano. A Red Bull deu um passo à frente em Monza e chegou ao mesmo nível da McLaren. A Mercedes também alcançou esse patamar. Nós ficamos para trás e parece que somos meros passageiros.”
Com informações de Autoracing



