Charles Leclerc avaliou que a Mercedes deixou de “esconder o jogo” depois dos treinos livres desta sexta-feira (6) para o Grande Prêmio da Austrália de 2026. O monegasco observou que o desempenho do modelo W17, especialmente nas simulações de corrida, indica potencial elevado da equipe alemã logo na abertura da temporada.
Mercedes se aproxima da McLaren
No segundo treino livre em Albert Park, Oscar Piastri colocou a McLaren no topo com 1min19s729. Menos de dois décimos atrás apareceu Kimi Antonelli, da Mercedes, com 1min19s943. A diferença curta, segundo Leclerc, reforça que as “flechas de prata” já mostram parte da performance que costumavam esconder até a classificação.
“No TL2 começamos a enxergar onde estamos perdendo para eles”, comentou o piloto da Ferrari, que ficou mais de meio segundo atrás do australiano da McLaren depois de duas escapadas de pista.
Ritmo de corrida impressiona Ferrari
Leclerc destacou que a constância dos longos stints da Mercedes pode ser decisiva no domingo. “Eles estão claramente muito fortes em ritmo de corrida. Na classificação ainda não sabemos quanto guardam, mas em corrida parecem muito fortes em comparação conosco”, afirmou.
O monegasco também notou diferenças de performance entre os dois carros da McLaren: enquanto Piastri liderou, Lando Norris terminou mais atrás, o que Leclerc atribuiu a possíveis programas de testes distintos.
Ferrari busca soluções
Apesar do quarto tempo de Lewis Hamilton (1min20s050), cerca de dois décimos à frente de Leclerc, a Ferrari vê necessidade de evolução. O piloto de Maranello disse ter apostado em um acerto agressivo no TL2 que não funcionou e pretende retornar a uma configuração “mais razoável” no sábado.
Desafio pessoal em Albert Park
Leclerc reconheceu que Melbourne, ao lado de Xangai, é uma das pistas onde costuma ter mais dificuldades. Ainda assim, garantiu que o histórico negativo serve de motivação extra para melhorar no restante do fim de semana.
Com informações de Autoracing



