Charles Leclerc reconheceu ter ficado “chocado” com a superioridade da Mercedes na sessão de classificação para o Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1, realizada neste sábado (7). O piloto da Ferrari largará em quarto, depois de ver George Russell assegurar a pole position e Kimi Antonelli completar a primeira fila no circuito de Albert Park.
Segundo Leclerc, os dados indicaram uma diferença de quase oito décimos de segundo para a equipe alemã, margem maior que a estimada na véspera. “Ontem falei em meio segundo; agora são 0s8. É mais do que eu esperava”, afirmou o monegasco.
Diferença confirmada nos dados
O susto veio quando Leclerc analisou a última volta de Russell no Q3. Ele contou ter recarregado o sistema de telemetria acreditando em um possível erro: “Parecia grande demais para ser real.” Ao constatar que os números estavam corretos, classificou a performance da Mercedes como “realmente impressionante”.
Problemas na gestão de energia
Leclerc relatou que a Ferrari enfrentou dificuldades no sistema de gerenciamento de energia durante o Q2, o que comprometeu o rendimento no Q3. “Perder voltas com esses carros é uma grande desvantagem. Não estávamos totalmente otimizados”, explicou, acrescentando que o time acredita haver desempenho a extrair, mas não o suficiente para igualar o ritmo da Mercedes.
Expectativa para a corrida
Mesmo diante do déficit, o piloto não descarta surpresas na prova de domingo. Ele citou o novo regulamento técnico, que ainda provoca incertezas estratégicas, e lembrou que as largadas podem embaralhar o pelotão. “Nosso motor pode ajudar no início, mas, se a Mercedes fizer tudo perfeitamente, a diferença não será tão grande”, ponderou.
Leclerc reconheceu, porém, que reduzir o fosso para a equipe adversária exigirá tempo: “A diferença é enorme. Provavelmente vai levar um bom período para alcançá-los.”
Com informações de Autoracing



