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McLaren avalia “modo reta” de 2026 e prevê uso de asas maiores até em circuitos velozes

A McLaren explicou como o novo sistema de aerodinâmica ativa, previsto para entrar em vigor na Fórmula 1 a partir de 2026, pode mudar a configuração dos carros e até incentivar o emprego de asas traseiras maiores em pistas reconhecidas pela alta velocidade.

O recurso, chamado de “modo reta”, permite a movimentação simultânea das asas dianteira e traseira para reduzir o arrasto em trechos designados. Ao chegar às curvas, os elementos retornam automaticamente à posição de maior carga aerodinâmica. Diferentemente do DRS, ativo desde 2011 apenas na asa traseira, o novo dispositivo altera de forma mais ampla o equilíbrio do carro.

Segundo Mark Temple, diretor técnico de performance da McLaren, a lógica de acerto sofrerá impacto direto. “A eficiência continua importante, mas o ‘modo reta’ corta muito o arrasto. Passa a ser uma questão de quanto downforce você possui no modo curva em relação ao arrasto quando o sistema está aberto”, comentou o engenheiro.

Mais carga em Albert Park e Monza

Em circuitos onde o “modo reta” será usado na maior parte da volta — casos de Albert Park, na Austrália, e Monza, na Itália —, o arrasto deixa de ser o fator decisivo na escolha de asas de baixo perfil. “Nesses lugares, provavelmente veremos carros com asas traseiras maiores, explorando mais carga total disponível”, disse Temple. A redução automática de arrasto nas retas permitiria configurações mais agressivas para melhorar o desempenho nas curvas.

Cenário diferente em Spa

Já em pistas como Spa-Francorchamps, na Bélgica, a matemática muda. Temple citou o trecho de subida até a chicane Bus Stop, onde o carro permanecerá no modo curva por boa parte do setor. Nessa situação, o arrasto de um acerto de alta carga volta a pesar mais na equação, exigindo avaliações distintas de pista para pista.

Para a McLaren, a introdução da aerodinâmica ativa acrescenta uma variável estratégica ao tradicional equilíbrio entre downforce e arrasto, prometendo mudanças visuais nos carros e nos acertos adotados a partir de 2026.

Com informações de F1Mania.net

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