A McLaren esclareceu, neste sábado (28), como o straight mode previsto no regulamento de 2026 vai alterar a configuração aerodinâmica dos carros de Fórmula 1.
Como funciona o novo recurso
Pelas normas que entram em vigor daqui a dois anos, pilotos poderão abrir simultaneamente as asas dianteira e traseira nas retas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade máxima. Assim que o carro se aproximar de uma curva, os elementos retornam à posição original, restabelecendo a carga aerodinâmica necessária para contornar o trecho.
Embora a asa traseira móvel esteja presente desde a criação do DRS em 2011, a inclusão de uma asa dianteira ajustável em larga escala é inédita, o que deve intensificar o impacto no equilíbrio geral dos monopostos.
Efeito sobre diferentes circuitos
Mark Temple, diretor técnico de performance da McLaren, explicou que a eficiência aerodinâmica permanece decisiva, mas agora as equipes precisarão equilibrar dois cenários distintos: a quantidade de downforce disponível no modo de curva e o arrasto quase nulo garantido pelo straight mode nas retas.
Isso abre caminho para soluções variadas. Em pistas com longos períodos de aceleração plena, como Albert Park (Austrália) ou Monza (Itália), as equipes podem adotar asas traseiras maiores, gerando mais pressão em curvas sem sacrificar velocidade final.
Comparação entre Monza e Spa-Francorchamps
Temple citou exemplos do calendário para ilustrar a mudança. Em Spa-Francorchamps (Bélgica), parte do percurso final é feita em modo de curva, limitando o uso do novo dispositivo e tornando o arrasto em curvas mais relevante. Já em Monza, onde praticamente todas as retas permitirão ativar o sistema, o foco tende a ser a maior carga aerodinâmica possível nos trechos sinuosos, pois a perda de velocidade nas retas será compensada pela abertura total das asas.
Segundo o engenheiro, a novidade adicionará uma dimensão estratégica extra ao preparo dos carros. Em circuitos dominados pelo straight mode, a tendência é de configurações com mais downforce e asas traseiras maiores. Em pistas com menor tempo de ativação, como Spa, os ajustes devem se aproximar dos padrões atuais.
Com informações de Autoracing



