A expectativa de domínio da Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1, alimentada por relatos sobre a força de sua futura unidade de potência, não é unanimidade no paddock. O desempenho recente da McLaren indica que a equipe de Woking pode chegar em condições de igualdade com a fabricante alemã quando as novas regras entrarem em vigor.
Novo pacote técnico muda o jogo
O campeonato de 2026 introduzirá carros totalmente remodelados, maior dependência de energia elétrica e aerodinâmica ativa. Com ajustes automáticos nas retas e antes das curvas, o foco será extrair o máximo de velocidade e carga aerodinâmica em cada trecho do circuito. Como em outras grandes viradas de regulamento, a equipe que interpretar melhor as regras tende a abrir vantagem.
Resultados recentes favorecem a McLaren
Desde 2022, a McLaren vem se adaptando rapidamente às mudanças. Nos últimos dois anos, conquistou três títulos — dois de construtores e um de pilotos — utilizando o mesmo motor Mercedes, sinalizando a eficácia de seu chassi e de sua aerodinâmica. No mesmo período, a Mercedes enfrentou dificuldades para extrair o potencial de seu pacote técnico, mostrando que um motor forte, por si só, não garante vitórias.
Vantagens e desafios das duas equipes
Como fornecedora de motores, a Mercedes dispõe de acesso antecipado a dados da unidade de potência e controle total sobre o projeto do carro, fatores que permanecem relevantes. Porém, essas vantagens estruturais não impediram que a McLaren superasse a rival em anos recentes.
O grupo técnico chefiado por Andrea Stella ganhou o reforço de Rob Marshall, ex-engenheiro da Red Bull Racing, especialista em traduzir revoluções de regulamento em conceitos competitivos. Além disso, a McLaren encerrou cedo o desenvolvimento do MCL39, direcionando recursos para o projeto de 2026 de forma antecipada.
Incertezas até o primeiro teste
Sem a aerodinâmica de efeito solo, abolida pelo novo regulamento, todas as equipes partem praticamente do zero. O cenário favorece surpresas, mas o histórico recente da McLaren impõe respeito na disputa pelo topo. A definição real de forças só virá quando os carros de 2026 forem à pista.
Com informações de F1Mania



