Melbourne (08/03/2026) – Laurent Mekies, dirigente da Red Bull, afirmou neste domingo que não vê motivo para preocupação após Max Verstappen ter reclamado da nova geração de carros durante o Grande Prêmio da Austrália.
Verstappen questiona novos modelos
Ao longo do fim de semana em Albert Park, o tetracampeão mundial classificou os atuais monopostos como insatisfatórios e chegou a admitir a possibilidade de deixar a Fórmula 1 “de forma repentina” no futuro. “Eu amo correr, mas existe um limite”, disse o holandês depois da prova.
Feedback considerado valioso
Mekies encarou as declarações como parte do processo de evolução do esporte. Segundo ele, Verstappen costuma fornecer análises técnicas detalhadas que ajudam tanto a equipe quanto a categoria.
“Max se importa com o campeonato e nos passa muitos dados sobre o que pode ser aprimorado. Estamos ouvindo”, afirmou o dirigente.
Conversas com FIA e F1
De acordo com Mekies, as equipes mantêm diálogo constante com a FIA e a organização da Fórmula 1 para discutir ajustes no regulamento. “Como esporte, avaliamos juntos qual caminho seguir”, explicou.
Influência das pistas
O dirigente lembrou ainda que o comportamento dos carros varia conforme o traçado. Melbourne, disse ele, é um dos circuitos mais exigentes em termos de gestão de energia. “Será interessante ver o que muda na próxima etapa, na China, onde a demanda é menor”, ressaltou.
Motivação não é problema
Mekies descartou qualquer abalo interno. “Não há diferença em relação ao ano passado. Ele continua pressionando em cada detalhe e oferecendo feedback preciso”, garantiu. No campeonato anterior, o executivo chegou a chamar Verstappen de “sensor mais caro da Fórmula 1” pela exatidão de suas avaliações.
Segundo Mekies, o holandês consegue separar preferências pessoais do trabalho com os engenheiros. “Quando fazemos o debriefing, ele foca apenas no desempenho coletivo”, concluiu.
Com informações de Autoracing



