A Mercedes esclareceu os motivos que a levaram a colocar o estreante Kimi Antonelli ao lado de George Russell depois da partida de Lewis Hamilton para a Ferrari em 2025. O diretor de engenharia de pista, Andrew Shovlin, disse que a estrutura técnica da equipe reduz a dependência do feedback dos pilotos, fator que fortalece a confiança no jovem italiano.
Processo de desenvolvimento pouco centrado no piloto
Segundo Shovlin, o desenvolvimento do carro é guiado principalmente por simulações que buscam aprimorar carga aerodinâmica, equilíbrio e redução de arrasto. “O piloto contribui, claro, mas o núcleo do trabalho acontece na aerodinâmica e na suspensão”, afirmou. Ele acrescentou que Russell fornece uma referência constante e que Antonelli já descreve “muito bem” o comportamento do carro.
Transição após ruptura histórica
Hamilton anunciou a mudança para a Ferrari antes do início da temporada 2024, encerrando uma parceria que rendeu seis títulos ao britânico. A Mercedes considerou a possibilidade de contratar Max Verstappen, mas preferiu promover Russell ao papel de líder e antecipar a estreia de Antonelli.
Resultados em 2025 sustentam escolha
No primeiro ano sem Hamilton, Russell e Antonelli levaram a equipe ao segundo lugar no Mundial de Construtores de 2025, melhora em relação ao terceiro posto de 2024. Mesmo utilizando o mesmo motor Mercedes, a McLaren conquistou o título com seis etapas de antecedência.
Olho no novo regulamento
Com a temporada 2026 marcando mudanças em carros, motores e combustível, a Mercedes direciona esforços para aproveitar o novo ciclo técnico, estratégia que historicamente já rendeu sucesso à equipe alemã.
Com informações de Autoracing



