A Mercedes vê a temporada de 2026 como um dos ciclos mais complexos de sua história na Fórmula 1. As novas regras técnicas, que alteram profundamente chassi e unidade de potência, exigirão um projeto praticamente do zero, afirmou o diretor técnico Simone Resta em conversa com jornalistas em Las Vegas.
O regulamento estipula que, a partir de 2026, o trem de força terá divisão equilibrada entre motor a combustão interna e sistema elétrico, além da obrigatoriedade de combustíveis sustentáveis. No campo aerodinâmico, as asas e o assoalho serão redesenhados para reduzir efeito-solo e arrasto, medida que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) acredita tornar as corridas mais disputadas.
Resta destacou que as mudanças afetam todas as áreas do carro simultaneamente. “É uma unidade de potência completamente nova operando com combustível sustentável e, no chassi, praticamente nada pode ser reaproveitado”, resumiu o engenheiro italiano. Ele lembrou ainda que novos pneus, limites de peso mais rigorosos e requisitos adicionais de segurança completam o pacote de alterações.
A impossibilidade de transferir dados coletados até 2025 para o projeto seguinte, segundo o diretor, dificulta ainda mais o desenvolvimento: “Não há aprendizado direto que possamos carregar, será um esforço totalmente inédito”, acrescentou.
Embora o time seja frequentemente apontado como favorito para o próximo ciclo, o chefe e CEO Toto Wolff tem desconversado sobre o rótulo de favoritismo, afirmando que a equipe ainda precisa compreender todos os desdobramentos do novo regulamento.
Com informações de F1Mania.net



