O desempenho dominante da Mercedes no Grande Prêmio da Austrália, primeira etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, acendeu o sinal de alerta nas equipes clientes que utilizam a mesma unidade de potência. McLaren e Williams admitiram dificuldades para extrair o máximo do motor fornecido pela fabricante alemã.
Williams surpresa com vantagem de três décimos
James Vowles, chefe da Williams, afirmou que o rendimento do conjunto da Mercedes superou as expectativas de sua equipe.
“O que a Mercedes está fazendo na unidade de potência nos pegou desprevenidos. Só na classificação percebemos o quanto estávamos atrás – cerca de três décimos de segundo”, disse o dirigente.
Vowles destacou que a fornecedora compartilha todos os dados necessários, mas cabe à Williams aproveitar esse material. “Estou confiante de que recebemos tudo. Agora precisamos descobrir o que perdemos e como chegar lá mais rápido. Não temos a mesma sofisticação em condições de temperatura variadas, e essa responsabilidade é nossa”, completou.
McLaren reclama de trabalho reativo
Andrea Stella, chefe da McLaren, relatou situação semelhante. Segundo ele, a equipe tem adotado postura “reativa” por falta de informações detalhadas da High Performance Powertrains (HPP), divisão de motores da Mercedes.
“Desde os testes, íamos para a pista, coletávamos dados e reagíamos. Esse não é o método ideal na Fórmula 1”, enfatizou o italiano, acrescentando que é a primeira vez que a McLaren sente desvantagem como cliente em relação à previsão de comportamento do carro e ao planejamento de melhorias.
Resultados em Melbourne
No circuito de Albert Park, a Mercedes conquistou dobradinha com George Russell em primeiro e Kimi Antonelli em segundo. Lando Norris levou a McLaren ao quinto lugar, enquanto Oscar Piastri abandonou ainda na volta de formação após bater sozinho. Na Williams, Alex Albon terminou em 12º, e Carlos Sainz cruzou a linha em 15º.
Com informações de F1 Mania



