A menos de dois anos para o início da nova era técnica da Fórmula 1, a Mercedes trabalha para chegar à temporada 2026 com vantagem sobre as rivais. Informações de bastidores indicam que a equipe de Brackley teria encontrado uma lacuna no Artigo C5.4.3 dos Regulamentos Técnicos de 2026, diferente do atual Artigo 5.4.6, permitindo a definição de um procedimento próprio de medição da unidade de potência em temperatura ambiente, desde que aprovado pela FIA.
Na prática, a solução desenvolvida pelos engenheiros de Toto Wolff poderia contornar o novo limite de taxa de compressão, que passará de 18:1 para 16:1. A comparação interna é com o caso das asas flexíveis, cuja eficácia dependia de testes estáticos: se o método se mostrar confiável, o time alemão pode alinhar no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne, com ganho técnico considerável.
Fantasma de 2022 ronda os planos
O otimismo, porém, esbarra na memória de 2022. Naquele ano, o primeiro dos carros com efeito solo, a Mercedes surpreendeu ao adotar o conceito zero-sidepod, com laterais extremamente estreitas, buscando reduzir arrasto e ampliar o fluxo de ar para o assoalho. O projeto, batizado de W13, acabou afundado pelo porpoising — oscilações aerodinâmicas que obrigaram mudanças e anularam parte dos ganhos previstos.
“Seguimos um caminho que não era competitivo do nariz à traseira do carro. Os sidepods chamavam a atenção, mas não foram o único problema”, recordou o diretor técnico James Allison. “Levou mais tempo do que gostaríamos para compreender e corrigir.”
Especialistas do paddock avaliam que nem mesmo as primeiras voltas nos testes de Barcelona, marcados para a pré-temporada, devem revelar a hierarquia real. Uma fotografia mais precisa só deve surgir nos ensaios duplos no Bahrein, enquanto os efeitos completos do novo regulamento devem ficar claros apenas na abertura do campeonato de 2026, novamente na Austrália.
Com informações de F1Mania



