Mercedes, Red Bull Powertrains-Ford e Audi declararam ter desenvolvido um método para contornar o “clipping” – perda repentina de velocidade em retas – previsto para os novos motores da Fórmula 1 que estreiam em 2026.
O regulamento que passa a valer naquela temporada elimina o MGU-H e triplica a potência do MGU-K para 350 kW. A retirada do MGU-H reacendeu a preocupação com o turbo lag e com o clipping, especialmente em pistas de alta velocidade como Monza.
Segundo o portal Motorsport.it, engenheiros das três fabricantes desenvolveram um mapeamento avançado do motor V6. A solução permite converter parte da energia do combustível em potência elétrica quando o piloto não utiliza todo o acelerador, transferindo essa carga adicional ao MGU-K. O procedimento mantém a bateria abastecida durante a volta e reduz o risco de perda de potência nas retas.
A estratégia pode levar as equipes a seguirem caminhos diferentes em 2026: algumas podem optar por levar mais combustível para garantir carga constante ao MGU-K, enquanto outras podem reduzir o peso do carro e aceitar possíveis quedas de desempenho.
Além do debate sobre o clipping, Mercedes e Red Bull estão sob observação da FIA por supostamente explorarem tolerâncias de compressão do motor. A suspeita é de que a expansão térmica de certos componentes libere até 15 cv extras sem violar os testes estáticos exigidos pela federação, o que motivou pedidos de investigação de adversários.
Controvérsias em mudanças de regulamento não são novidade: na introdução dos motores híbridos em 2014, a Mercedes rapidamente dominou o campeonato. A expectativa é que, em 2026, a equipe que primeiro entender as brechas das novas regras leve vantagem até que os concorrentes reajam.
Com informações de F1Mania



