Quem: Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e equipes de Fórmula 1.
O que: Introdução de um “modo de ultrapassagem” que assume o lugar do DRS.
Quando: início da temporada 2026.
Onde: válido para todos os circuitos do calendário da categoria.
Como: recurso fornece potência elétrica extra ao carro que ataca, reduzindo a energia disponível para o veículo à frente.
Por quê: nova era de aerodinâmica ativa e mudanças no regulamento técnico da categoria.
Do DRS ao modo de ultrapassagem
Entre 2011 e 2025, o DRS permitia que a aba móvel da asa traseira diminuísse o arrasto sempre que um competidor estivesse a até 1 s do rival, facilitando manobras em linha reta. Com o regulamento de 2026, esse dispositivo deixa de existir e a assistência passa a vir da unidade de potência híbrida.
Funcionamento do sistema
O aumento de desempenho é gerado pelo ERS-K, cuja potência máxima sobe para 350 kW quando o modo de ultrapassagem é acionado. A entrega de energia é calculada por fórmulas distintas para situação normal e para ataque:
Modo padrão
- Até 340 km/h: limite de potência (kW) = 1 800 – 5 × velocidade (km/h).
- Acima de 340 km/h: limite de potência (kW) = 6 900 – 20 × velocidade (km/h), chegando a zero em 345 km/h.
Modo de ultrapassagem
- Limite de potência (kW) = 7 100 – 20 × velocidade (km/h), válido até 355 km/h.
- A 338 km/h, por exemplo, o perseguidor dispõe de 340 kW — quase toda a capacidade do ERS-K.
Regras de ativação
A FIA definirá ponto de detecção, distância entre carros e zonas de uso, enviando as informações às equipes quatro semanas antes de cada Grande Prêmio. O modo:
- Não será liberado na primeira volta.
- Entrará em vigor após o líder passar pela linha de detecção.
- Voltará a funcionar somente depois de todos cruzarem o ponto de detecção após um Safety Car.
- Poderá ser desativado pelo diretor de prova em caso de pouca aderência ou visibilidade.
- Estará disponível nos treinos e na classificação; se for suspenso em um segmento da tomada de tempos, permanecerá inativo até o final daquela fase.
Monitoramento e segurança
A própria FIA pode alterar o limite de potência para adequar a velocidade máxima a cada pista. Caso a notificação automática falhe, o piloto deverá solicitar liberação manual ao diretor de prova. A responsabilidade pelo uso correto do recurso caberá às equipes.
Com a transição para o modo de ultrapassagem elétrico, a Fórmula 1 entra em uma nova fase de gestão de energia, mantendo a intenção de incentivar disputas na pista sem o mecanismo aerodinâmico que marcou a categoria nos últimos 15 anos.
Com informações de Autoracing



