Adrian Newey avaliou o AMR26, carro da Aston Martin para a temporada 2026 da Fórmula 1, como o quinto melhor chassi do atual grid, apesar dos contratempos de confiabilidade verificados no primeiro fim de semana de corrida, em Melbourne.
Segundo o projetista britânico, o cronograma de desenvolvimento foi comprimido e o modelo só chegou ao túnel de vento em meados de abril, fato que deixou a equipe atrás dos principais concorrentes. “Concentramos esforços em garantir uma base arquitetônica sólida, com componentes que não podem ser alterados facilmente durante o campeonato, e parece que alcançamos esse objetivo”, afirmou.
Mesmo admitindo que o desempenho ainda está aquém do desejado, Newey destacou que o carro possui “grande margem de evolução” e previu avanços nas próximas etapas. “Diria que somos o quinto melhor time hoje, com possibilidade de alcançar o Q3 apenas com o chassi. Não é onde queremos estar, mas podemos brigar na frente ao longo do ano”, disse.
O engenheiro estimou a diferença de tempo entre três quartos de segundo e um segundo por volta somente em relação ao chassi. O resultado final, porém, dependerá também do desempenho do motor Honda, que apresenta dificuldades nas primeiras provas. “Avaliaremos a potência exata com dados de GPS e análises de fim de semana para compreender o déficit”, explicou.
Newey ressaltou ainda o desafio das regras que entram em vigor em 2026, combinando motor de combustão interna (ICE) e parte elétrica. “Quanto menor a potência do ICE, mais energia elétrica precisamos repor, mas, nas retas, a bateria pode estar descarregada, criando um ciclo que compromete o rendimento”, apontou.
Apesar das dificuldades, o britânico manteve o otimismo: “Com o tempo e o plano de desenvolvimento em curso, não vejo motivo para que não possamos ser competitivos, pelo menos no aspecto de chassi. A arquitetura do carro permite isso”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



