Lando Norris afirmou que o desgaste excessivo dos pneus continua a comprometer o desempenho da McLaren, problema evidenciado no Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1.
O britânico cruzou a linha de chegada 51 segundos atrás do vencedor George Russell, apesar de ambos os carros utilizarem a mesma unidade de potência Mercedes, considerada referência no grid atual. Segundo Norris, fatores como tráfego e efeito do vácuo ampliaram a diferença de tempo, mas o ritmo puro do MCL60 também foi afetado pela rápida degradação dos compostos.
“Se eu tivesse uma corrida limpa como a de George, a situação seria melhor, mas destruímos nossos pneus após três voltas”, explicou o piloto. Ele acrescentou que a equipe ainda sofre com granulação — falha já presente em modelos anteriores — e que o problema persiste sem avanços significativos.
Sobre a posição da McLaren no grid, Norris avaliou um cenário de meio-termo: “Temos uma boa vantagem para os carros de trás, semelhante ao que a Red Bull tem, mas estamos longe demais dos da frente”. O resultado em Melbourne, segundo ele, serviu para confirmar que o carro “não está nem perto” do nível necessário para enfrentar as líderes Mercedes e Ferrari.
O piloto destacou que o projeto de 2026 é visto pela equipe como oportunidade para corrigir deficiências estruturais, especialmente no gerenciamento de pneus, e reduzir o déficit em relação às rivais.
Com informações de F1Mania.net



