Suzuka (Japão), 9 de abril de 2026 – Lando Norris afirmou que a atual configuração técnica da Fórmula 1 transformou os treinos livres em “tempo precioso” para equipes e pilotos. Segundo o britânico da McLaren, qualquer falha que limite a quilometragem antes da classificação compromete diretamente o rendimento no restante do fim de semana.
Mudanças de 2026 colocam adaptação à prova
Com carros redesenhados e novas unidades de potência, a temporada 2026 exige um estilo de pilotagem distinto e acertos mais refinados. Norris lembrou que, no Grande Prêmio do Japão, a falta de voltas nos ensaios de sexta-feira dificultou sua adaptação ao circuito de Suzuka.
“Sim, 100%, custa muito mais”, resumiu o piloto ao comparar a perda de tempo de pista com anos anteriores. Ele destacou que o aumento de aderência do asfalto, aliado à maior velocidade dos carros, amplia o desafio quando a equipe precisa trabalhar com menos dados.
Gestão de energia ganha protagonismo
Outro ponto citado por Norris é o papel central da bateria nas novas unidades de potência. O gerenciamento de energia, que antes era secundário, passou a influenciar diretamente o acerto do carro. “Você viu quantos erros aconteceram na Spoon com a traseira. Não é fácil”, explicou, referindo-se às frequentes escapadas na curva Spoon durante os treinos em Suzuka.
Concessões no acerto são inevitáveis
Quando o tempo de pista é reduzido, pilotos e engenheiros precisam fazer escolhas que envolvem aliviar o acelerador em determinadas partes da volta e modificar o equilíbrio do carro. “São muitas pequenas coisas”, comentou Norris, ressaltando que cada detalhe faz a diferença sob o novo regulamento.
Para o britânico, a consequência é inequívoca: em 2026, perder sessões de treinos livres não representa apenas atraso na preparação, mas sim correr com informações insuficientes sobre um pacote técnico mais complexo que nunca.
Com informações de Autoracing



