São Paulo, 31 de maio de 2024 – A Haas confirmou que a colaboração com a Toyota Gazoo Racing será reforçada a partir de 2026, quando a equipe norte-americana passará a competir sob a denominação TGR Haas F1 Team. Apesar do novo nome, o chefe de equipe Ayao Komatsu rechaçou qualquer intenção de transformar o time em braço oficial da montadora japonesa na Fórmula 1.
“Muitos imaginam que isso seja o primeiro passo para um regresso completo da Toyota ou para a criação de um motor próprio, mas não é o caso”, afirmou Komatsu. Segundo ele, o propósito central é utilizar a F1 como plataforma de formação de engenheiros, gestores e técnicos, expondo-os a ciclos de decisão curtos e alta pressão competitiva.
Foco em desenvolvimento humano
Komatsu relatou que o alinhamento com Akio Toyoda, presidente do conselho da Toyota Motor Corporation, ocorreu desde o princípio. A montadora, que disputou a categoria entre 2002 e 2009 sem conquistar vitórias, enxerga o campeonato como laboratório para capacitar profissionais com mentalidade global e agressiva, úteis posteriormente em cargos de liderança dentro da empresa.
“Se o objetivo é treinar pessoas num ambiente internacional e extremamente competitivo, não existe cenário melhor do que a Fórmula 1”, destacou o dirigente.
Autonomia mantida
A Haas continuará utilizando unidades de potência Ferrari e seguirá independente nas decisões esportivas. O modelo enxuto do time, sustentado por parcerias técnicas, permanece inalterado com a chegada do apoio ampliado da Toyota.
Regulamento de 2026
A expansão da cooperação foi planejada para coincidir com a grande mudança regulatória prevista para 2026, que envolve novos motores, conceitos aerodinâmicos e filosóficos. Para a Toyota, tratar a parceria como projeto de longo prazo sem o peso institucional de uma entrada formal no grid é considerado estrategicamente mais eficiente.
Questionado sobre especulações recorrentes de um “retorno disfarçado” da marca japonesa, Komatsu foi taxativo: “A resposta continuará sendo não. Nosso objetivo não é virar equipe de fábrica nem desenvolver motor próprio”.
Com informações de F1Mania.net



