A Red Bull Racing avalia mudanças em sua estrutura técnica, e a continuidade de Pierre Waché como diretor técnico ganha contornos de incerteza. Segundo informações internas, a saída do engenheiro francês é considerada cada vez mais provável.
Mesmo antes da estreia dos novos regulamentos de unidades de potência em 2026, a equipe temia que o motor desenvolvido pela Red Bull Powertrains-Ford se transformasse no ponto fraco do carro. O cenário, porém, revelou outro problema: o chassi do RB22 não mostra capacidade de evolução rápida, tornando-se o principal limitador de desempenho.
A dificuldade de acompanhar McLaren e Ferrari e a distância para a dominante Mercedes aumentam a pressão interna por resultados. Como responsável direto pelo projeto do chassi, Waché vê seu trabalho ser questionado desde a temporada passada, quando Max Verstappen ainda disfarçou deficiências do RB21 com atuações individuais, mas acabou perdendo a chance de conquistar o quinto título.
Com a chegada do novo pacote técnico para 2026, Waché teve a primeira oportunidade de desenvolver um conceito sem o apoio inicial de Adrian Newey. Até agora, entretanto, o rendimento é considerado aquém do esperado, e a diretoria aguarda sinais concretos de progresso nas próximas etapas para definir o futuro do francês.
Divergências de metodologia e de rumos no desenvolvimento intensificam a tensão. A saída repentina de Craig Skinner, chefe de design, às vésperas do campeonato, chamou atenção e aumentou a especulação sobre conflitos internos.
Com profissionais de peso deixando a organização, a Red Bull pode ser forçada a tomar uma decisão drástica. O histórico recente mostra que a cúpula da equipe não hesita em realizar mudanças profundas — algo que reforça a possibilidade de Waché não permanecer no cargo.
Com informações de F1Mania



