Piero Ferrari voltou a pregar prudência em relação à temporada 2026 da Fórmula 1, mesmo após os testes de inverno apontarem a Ferrari entre as favoritas ao lado da Mercedes. O dirigente concedeu entrevista ao jornal italiano Corriere dello Sport nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, e evitou fazer previsões sobre a luta pelos títulos que a escuderia não conquista desde 2008 entre construtores e 2007 entre pilotos.
“Vamos continuar tentando com todas as nossas forças, mas, com o novo regulamento, não me peçam previsões”, afirmou. A mensagem interna na fábrica de Maranello, portanto, segue a linha de “pés no chão” antes de qualquer projeção.
Leclerc segue pilar do projeto
Charles Leclerc permanece como a principal aposta da equipe. Segundo Piero, o monegasco “demonstra velocidade consistente e extrai performance de qualquer carro em diferentes condições”. Ele acrescentou que só falta ao piloto a “satisfação” de um título mundial, que considera merecido.
Hamilton encara adaptação difícil
A temporada 2025 de Lewis Hamilton, a primeira de vermelho, ficou abaixo do esperado, e o britânico reconheceu publicamente que os testes pouco revelaram devido às variações de carga de combustível usadas pelas equipes. O heptacampeão chegou a telefonar para Toto Wolff e Zak Brown em busca de mais informações sobre o cenário competitivo, mas também não obteve respostas definidas.
Piero ressaltou que a Ferrari afeta emocionalmente “até grandes campeões” e descreveu Hamilton como “profundamente diferente” de Leclerc, sem apontar se o britânico sentiu o peso da história da escuderia.
Olho em Antonelli e defesa do regulamento
Questionado sobre o futuro, Piero deixou aberta a possibilidade de contar com Kimi Antonelli. “Não é proibido sonhar”, disse, avaliando que o jovem italiano já mostrou potencial para guiar carros de ponta.
O dirigente também saiu em defesa das regras técnicas de 2026, criticadas por pilotos como Max Verstappen. Para ele, os novos carros exigem gestão apurada de energia, porém são “mais previsíveis” do que os modelos de efeito solo. “Meu pai diria que são mais honestos”, comentou, assegurando que o espetáculo não será prejudicado.
Eletrificação acelera mudança na marca
Fora das pistas, Piero destacou que a Ferrari considera indispensável produzir modelos elétricos para manter a relevância global da marca. A transformação acompanha os planos da equipe na categoria, que tenta voltar ao topo sob o novo conjunto de regras.
Com a pré-temporada encerrada e a estreia de 2026 no horizonte, Maranello continua a repetir a palavra – cautela – até que o primeiro semáforo apague.
Com informações de Autoracing



