Piero Ferrari, vice-presidente da Ferrari e herdeiro da escuderia, pediu prudência ao comentar as perspectivas da equipe para a temporada 2026 da Fórmula 1. Mesmo após testes de pré-temporada considerados animadores e a indicação de que a equipe pode disputar a ponta com a Mercedes, o dirigente evitou projeções sobre o campeonato.
“Vamos continuar tentando com todas as nossas forças. Mas, com os novos regulamentos, não me peçam uma previsão”, declarou ao jornal Corriere dello Sport.
Últimos títulos ainda distantes
A Ferrari não conquista o Mundial de Pilotos desde 2007, nem o de Construtores desde 2008. O jejum, contudo, não altera a postura reservada de Piero Ferrari, que prefere não rotular a equipe como favorita.
Leclerc é aposta de longo prazo
Questionado sobre Charles Leclerc, o dirigente foi categórico: “Ele é um piloto muito rápido. As comparações internas já mostraram isso. Ele extrai desempenho de qualquer carro em qualquer momento.”
Para Piero, o monegasco é parte fundamental do projeto: “Para mim, ele é um dado adquirido. Falta apenas vê-lo campeão mundial, porque ele merece.”
Hamilton encara desafio diferente
Sobre Lewis Hamilton, que disputa a segunda temporada com a Ferrari em 2025, Piero avaliou que a adaptação do heptacampeão foi mais difícil do que o esperado. “A Ferrari mexe emocionalmente com algo, até mesmo em grandes campeões. Lewis é profundamente diferente de Charles, mas não sei dizer se ele foi ofuscado pela lenda do Cavallino Rampante.”
Olho em Kimi Antonelli
Indagado sobre a possibilidade de contar com um piloto italiano no futuro, Piero citou Andrea Kimi Antonelli: “Não é proibido sonhar. Antonelli já provou que merece carros de ponta. Com um pouco mais de experiência, certamente se tornará um grande piloto.”
Defesa dos novos regulamentos
Os carros de 2026, alvo de críticas de nomes como Max Verstappen, receberam o aval de Piero Ferrari. “Esses carros exigem mais entendimento e gerenciamento de energia, mas são mais previsíveis do que os de efeito solo. Meu pai diria que são mais honestos. Estou convencido de que o espetáculo não vai sofrer, pelo contrário.”
Ele acrescentou que a estratégia da marca fora das pistas acompanha essa filosofia: “Precisamos produzir uma Ferrari elétrica, pois temos de acompanhar as novas tecnologias.”
Com informações de F1Mania



