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Possível rompimento com a Honda coloca Aston Martin diante de troca de motor ainda em 2026

A parceria entre Aston Martin e Honda atravessa seu momento mais delicado desde o início do projeto. Durante o fim de semana do Grande Prêmio da Austrália, fontes no paddock indicaram que a equipe britânica avalia encerrar o acordo de fábrica com a montadora japonesa e buscar outro fornecedor de unidades de potência ainda nesta temporada 2026.

Glock chama início de “catástrofe”

Comentarista da Sky Alemanha, o ex-piloto Timo Glock descreveu o desempenho em Melbourne como “um golpe muito duro para a Honda”. Segundo ele, o investimento elevado das duas partes contrasta com a utilização limitada dos carros na pista australiana. “Isto é uma catástrofe completa”, afirmou. Glock acrescentou que a escuderia deve “revisar os acordos” porque a fabricante “pode não ter cumprido certos compromissos”.

Paddock discute mudança imediata

Matteo Bobbi e Marc Gene, da Sky Itália, relataram que o assunto corre solto nos boxes em Albert Park. De acordo com os jornalistas, o proprietário Lawrence Stroll e o projetista Adrian Newey estariam insatisfeitos com o desempenho inicial do motor japonês, fomentando conversas sobre uma troca de fornecedor já no meio do campeonato.

Surpresa com falta de engenheiros

Newey revelou que a Aston Martin só descobriu em novembro que vários engenheiros experientes não retornaram ao programa da Honda após uma reorganização interna. Glock mostrou-se incrédulo: “Por que perceberam isso tão tarde?” O presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, também admitiu surpresa ao ser questionado sobre o tema.

Escassez de peças complica operação

Koji Watanabe, presidente da Honda Racing, confirmou que apenas duas baterias estão disponíveis para todo o fim de semana em Melbourne. Caso ambas falhem, os carros ficarão parados. “Não podemos transportar baterias com urgência”, explicou. A equipe monitora dados “com extremo cuidado” e pode impor restrições de uso enquanto trabalha para eliminar vibrações no sistema.

Pequeno alívio nas vibrações

Shintaro Orihara, chefe de engenharia da Honda, relatou um avanço pontual: mudanças testadas na fábrica de Sakura reduziram a vibração da bateria, informação obtida após 31 voltas somadas por Lance Stroll e Fernando Alonso na sexta-feira.

Pilotos adotam tom cauteloso

Alonso reconheceu frustração com a falta de peças, mas evitou críticas diretas. “Somos muito mais positivos internamente do que aparenta do lado de fora”, disse o espanhol. Ele ressaltou que “pequenas melhorias” começam a surgir.

Opiniões divididas no grid

Marc Gene, ligado à Ferrari, considerou a crise “inimaginável”. Já Pedro de la Rosa, embaixador da Aston Martin, afirmou que o problema de confiabilidade “não deve acompanhar a equipe durante toda a temporada”, embora reconheça a vibração como o principal obstáculo no momento.

A Aston Martin não definiu prazo para decidir se mantém ou não a parceria com a Honda, mas a pressão por resultados imediatos cresce a cada sessão em Albert Park.

Com informações de Autoracing

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