Ralf Schumacher apresentou uma versão contrária à de Helmut Marko sobre a permanência de Christian Horner no comando da Red Bull Racing. Em entrevista à Sky Sports Alemanha, o ex-piloto de Fórmula 1 disse que o consultor austríaco poderia ter demitido o chefe de equipe britânico quando Dietrich Mateschitz ainda estava vivo.
Divisão interna
“Ficou claro: havia dois lados”, declarou Schumacher, referindo-se ao ambiente dentro da estrutura da equipe de Fórmula 1.
Oportunidade perdida
Segundo o alemão, Marko tinha respaldo para afastar Horner no período em que o cofundador da Red Bull ainda comandava a companhia. “Por mais que eu goste do Helmut, preciso lembrá-lo de que, mesmo com Dietrich Mateschitz vivo, ele teve a chance de demitir Horner. Naquela época, os dois eram muito, muito próximos e estavam unidos por uma causa específica”, afirmou.
Schumacher acrescentou que, naquele momento, havia planos comerciais maiores envolvendo Marko e Horner. “Eles planejavam fechar um grande negócio juntos. Não vou detalhar, mas Marko sabe exatamente do que estou falando”, comentou.
Descontentamento de Mateschitz
O ex-piloto reforçou que o próprio Mateschitz demonstrava insatisfação com o chefe de equipe. “Na época, Mateschitz já queria se livrar de Horner porque não o considerava leal. A decisão de Marko de não demitir Horner não agradou a Mateschitz”, relatou.
Força após a morte do fundador
De acordo com Schumacher, Horner consolidou ainda mais sua posição após o falecimento de Mateschitz, em 2022, devido ao bom relacionamento que mantém com o acionista tailandês da Red Bull. “Com isso, o lado da Red Bull em Salzburgo e o próprio Marko ficaram um pouco impotentes”, acrescentou.
“Roupa suja”
Schumacher concluiu dizendo que Marko tem razão em parte das críticas, mas lembrou que o quadro atual poderia ter sido evitado. “É um pouco lavar roupa suja que ele mesmo poderia ter evitado. Essa é simplesmente a situação agora”, finalizou.
Com informações de F1Mania



