27 de dezembro de 2025 – Oliver Mintzlaff, diretor-geral da Red Bull GmbH, elogiou publicamente Christian Horner pelo avanço do programa Red Bull Powertrains (RBPT), unidade de potência que fará sua estreia na temporada 2026 da Fórmula 1.
Horner envolvido na montagem da equipe técnica
Segundo Mintzlaff, o ex-chefe de equipe foi decisivo para reunir o grupo de engenheiros responsável pelo desenvolvimento do motor. “Ele encontrou as pessoas certas para transformar o plano em realidade”, afirmou o dirigente.
Origem do projeto
A iniciativa de construir um propulsor próprio começou quando a Honda anunciou, em 2020, a intenção de deixar a categoria ao fim de 2021. A medida também atendia a um desejo antigo do fundador Dietrich Mateschitz, falecido em 2022, de ver a Red Bull fabricar seus próprios motores.
Posteriormente, a Honda reviu a decisão e propôs continuidade com papel mais relevante, o que não se encaixava na estratégia da equipe austríaca. A montadora japonesa firmou então parceria oficial com a Aston Martin para o próximo ciclo técnico, enquanto a Red Bull fechou acordo de cooperação com a Ford.
Desafio duplo em 2026
Mintzlaff reconheceu que o projeto representa “um grande risco”, principalmente porque coincidirá com o novo regulamento aerodinâmico. Ele, porém, ressaltou que será “especialmente interessante” observar o rendimento da equipe com motor próprio.
O executivo recordou sua reação ao ouvir de Mateschitz que a companhia construiria a unidade de potência: “Minha primeira pergunta foi: o que isso significa? Depois, fiquei impressionado com os custos envolvidos.”
Objetivo: vencer a nova era híbrida
Apesar dos desafios, Mintzlaff afirmou que a meta continua sendo repetir o sucesso das temporadas recentes na próxima geração de motores. A confiança aumentou após Laurent Mekies reorganizar a estrutura interna e assegurar a permanência de Max Verstappen.
Para 2026, a equipe principal contará com Verstappen e o francês Isack Hadjar, enquanto a escuderia satélite seguirá voltada ao desenvolvimento de jovens talentos. Segundo Mintzlaff, essa cultura, estabelecida há 21 anos, será fundamental para transformar o sonho do motor próprio em resultados concretos.
Com informações de Autoracing



