Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull Racing, afirmou que os recorrentes problemas de correlação entre o túnel de vento e a pista devem diminuir a partir de 2026, quando entram em vigor as novas normas aerodinâmicas da Fórmula 1.
Nos últimos anos, especialmente durante o desenvolvimento do RB20 em 2024, a equipe encontrou divergências significativas entre as simulações e o comportamento real do carro, cenário que chegou a comprometer a campanha de Max Verstappen. Segundo Waché, a principal causa foi a complexidade dos regulamentos de efeito solo válidos até 2025.
Para 2026, o regulamento volta a privilegiar uma aerodinâmica mais convencional, com assoalhos mais planos e menor dependência do efeito solo. “Este ano, as regulamentações são novas, e o caminho de desenvolvimento é maior e menos arriscado. Isso não significa que não há risco, mas há menos risco”, explicou o engenheiro francês.
A Red Bull também investe em um túnel de vento de última geração, cuja conclusão é esperada para 2027. A expectativa é que a nova instalação, que substituirá o antigo túnel de Bedford, reduza ainda mais as discrepâncias entre os dados de simulação e os testes de pista. “A equipe investiu muito no novo túnel de vento, e teremos o melhor de todo o grid”, completou Waché.
Com a combinação de regulamentações revisadas e a nova infraestrutura, o comando técnico da equipe projeta um cenário de menor risco de correlação falha nos próximos campeonatos.
Com informações de F1Mania.net



