George Russell prevê que as primeiras provas da Fórmula 1 em 2026 serão marcadas por um novo nível de estratégia devido à gestão de energia exigida pelo regulamento que entra em vigor no próximo campeonato.
Em entrevista concedida neste domingo (1º de março de 2026), o piloto da Mercedes lembrou que as unidades de potência terão de entregar 50% da força proveniente de baterias reforçadas. A mudança, segundo ele, torna a recuperação e a reutilização de energia um fator decisivo a cada volta.
Diferenças de pista para pista
Russell destacou que circuitos com fortes zonas de frenagem — como Sakhir, no Bahrein, e o Gilles Villeneuve, no Canadá — devem facilitar a regeneração de energia. Já traçados que combinam longas retas a curvas de alta velocidade, caso de Albert Park (Austrália) e Jeddah Corniche (Arábia Saudita), tendem a dificultar o processo.
“Acredito que estilos de pilotagem bem distintos aparecerão. Essa variação pode ter mais impacto do que a própria turbulência aerodinâmica no começo da nova era”, comentou o britânico.
Menos turbulência, mais gerenciamento
Perguntado se será mais fácil perseguir outro carro em 2026, o piloto reconheceu que a redução de carga aerodinâmica deve diminuir a turbulência. Mesmo assim, ele avalia que a principal diferença estará na forma como cada competidor aplica a energia disponível.
“A grande mudança em relação à era anterior é a variabilidade na utilização de energia entre carros e pilotos, o que provavelmente superará em muito a questão aerodinâmica”, afirmou.
Para Russell, o início do campeonato deve ser tecnicamente complexo. “Pistas como Melbourne e Jeddah, com várias retas longas, podem gerar corridas bastante intrigantes”, concluiu.
Com informações de Autoracing



