George Russell deixou Suzuka, neste domingo (29), declarando ter vivido uma das provas mais frustrantes da carreira. O piloto da Mercedes terminou o Grande Prêmio do Japão em quarto lugar, atrás de Kimi Antonelli, que voltou a superá-lo e retomou a liderança do Mundial de Pilotos.
Perda de posições e problemas no Safety Car
Na largada, as duas Mercedes perderam terreno para concorrentes diretos. Apesar da recuperação posterior graças ao bom ritmo do W17, apenas Antonelli foi beneficiado pela estratégia combinada ao Safety Car. Russell, por sua vez, ficou preso atrás das Ferraris após a relargada e não conseguiu avançar além da quarta colocação.
“Uma volta faria diferença”
Questionado pela Viaplay se o resultado foi o mais frustrante da temporada, o britânico foi direto: “Sim”. Segundo ele, bastaria uma volta adicional para transformar a corrida em vitória. O principal obstáculo surgiu logo na relargada, quando atingiu o chamado “limite de recuperação” e ficou impossibilitado de recarregar a bateria.
“Depois disso, o Lewis me passou e, mais tarde, o Charles também, porque eu continuava sem energia”, relatou.
Crítica ao regulamento
Russell defendeu ajustes no regulamento que limita a recuperação de energia. Ele argumenta que a restrição faz sentido em voltas rápidas, mas não na volta de formação ou durante o Safety Car.
“Precisamos retirar esse limite nessas situações”, declarou. O tema deve ser discutido durante a pausa antes do GP de Miami, quando equipes e Fórmula 1 analisam possíveis mudanças para o restante da temporada.
Apesar do descontentamento, o piloto avaliou que, de modo geral, as corridas estão funcionando bem. A preocupação maior, segundo ele, recai sobre a classificação: “Precisamos evitar tanta velocidade no meio da sessão e tão pouca no fim. Ainda é começo, dá para ajustar”.
Com informações de Autoracing



