Suzuka (Japão) – 27 de março de 2026, 15h49. A Audi foi pega de surpresa no fim de semana do Grande Prêmio do Japão com a renúncia de Jonathan Wheatley ao cargo de chefe de equipe. O britânico, que assumira a função há poucos meses, alegou motivos pessoais e deixou o posto às vésperas do início das atividades em Suzuka.
Binotto admite surpresa e inicia reorganização
Responsável pela operação da Audi na Fórmula 1, Mattia Binotto afirmou que a decisão foi totalmente inesperada. “Na última sexta-feira, Jonathan nos informou que, por razões pessoais, não poderia se comprometer com a Audi a longo prazo”, relatou o dirigente, acrescentando que a escuderia respeitou imediatamente o pedido de desligamento.
Binotto reconheceu o peso da perda: “Jonathan estava bem integrado à equipe e exercia influência importante”. Apesar do impacto, o italiano descartou a busca imediata por um substituto. “Preciso me reorganizar e analisar as estruturas internas com atenção”, explicou. Segundo ele, a pausa em abril será utilizada para redistribuir funções dentro da fábrica e definir apoios adicionais ao próprio Binotto.
Consequências para o projeto da Audi
Com passagem vitoriosa pela Red Bull como diretor esportivo, Wheatley era considerado peça-chave na construção do programa da Audi na categoria. Sua saída, portanto, representa revés significativo para os planos da montadora alemã.
No paddock, cresce a expectativa sobre o próximo passo do dirigente britânico. Relatos apontam que ele poderá assumir posto semelhante na Aston Martin, movimento que permitiria a Adrian Newey concentrar-se exclusivamente nas atribuições técnicas da equipe inglesa.
Enquanto define a nova estrutura, a Audi segue no GP do Japão com Binotto acumulando responsabilidades e mantendo o foco no desenvolvimento do carro.
Com informações de Autoracing



