Ralf Schumacher afirmou que a Ferrari iniciou 2026 colocando Lewis Hamilton em posição desfavorável dentro da própria equipe. O ex-piloto apontou a manutenção de Riccardo Adami como engenheiro de pista do britânico como fator decisivo para essa situação.
Comunicação na mira
No campeonato anterior, a comunicação entre Hamilton e Adami foi alvo de críticas frequentes. Mensagens de rádio transmitidas durante as corridas mostraram frustração do heptacampeão e evidenciaram falta de sintonia entre piloto e engenheiro. Mesmo assim, a Ferrari optou por manter a dupla para 2026, ano considerado crucial na carreira do inglês e possivelmente o seu último na Fórmula 1.
Cenário técnico favorece Leclerc, diz Schumacher
Schumacher também acredita que as novas regras técnicas previstas para 2026, que devem deixar os carros mais instáveis, podem beneficiar Charles Leclerc. Segundo ele, o monegasco tende a lidar melhor com um carro de traseira arisca, enquanto Hamilton prefere maior estabilidade.
“A química não está certa. Isso é uma grande desvantagem. Eles deviam tirar férias juntos”, declarou o alemão ao canal Sport1, reforçando sua preocupação com a parceria Hamilton-Adami.
Referência ao período na Mercedes
O ex-piloto relembrou ainda os anos de domínio de Hamilton na Mercedes. Para Schumacher, os resultados expressivos aconteceram principalmente graças a um carro “extremamente dominante” e já muito bem acertado pela equipe chefiada por Toto Wolff, o que, em sua visão, tornou o britânico dependente de um ambiente técnico perfeito.
Pressão na largada de 2026
Diante desse contexto, Schumacher avalia que Hamilton inicia a nova temporada sob forte pressão interna. Além de ajustar a comunicação com Adami, o piloto de 41 anos precisará se adaptar rapidamente ao comportamento exigente dos carros de 2026, enquanto Leclerc pode começar o ano em vantagem dentro da Ferrari.
Com informações de Autoracing



