Guenther Steiner, ex-chefe de equipe da Haas, avaliou de forma direta a primeira temporada de Lewis Hamilton pela Ferrari. Em entrevista ao podcast Red Flags, o dirigente classificou o desempenho do heptacampeão em 2025 como “abaixo do esperado”.
“Ele cai do nível A. Coloco em um B sólido”, declarou Steiner, citando as eliminações frequentes de Hamilton ainda no Q1. O italiano comparou a situação do britânico com a de Fernando Alonso, que, segundo ele, “consegue fazer” mais com a Aston Martin.
Steiner colocou Hamilton no mesmo patamar de nomes como Pierre Gasly, Oliver Bearman, Alonso e Nico Hülkenberg, reforçando que o resultado não condiz com o currículo do piloto de 39 anos. Para o ex-chefe da Haas, a temporada foi marcada por classificações instáveis e pela dificuldade em extrair o máximo do carro.
Ao projetar o futuro, Steiner manteve o tom pragmático e apontou 2026 como um ponto de virada para o britânico. “Se o carro for bom, ele vai reencontrar a motivação. Se não for, isso pode significar o fim da temporada”, afirmou, em referência ao novo regulamento técnico que estreia naquele ano.
O relacionamento entre Hamilton e seu engenheiro de corrida, Riccardo Adami, foi outro fator citado como fonte de desgaste em 2025. As trocas de rádio ganharam destaque no paddock e indicaram falta de sintonia dentro do box da Ferrari.
Ralf Schumacher já havia comentado o tema, mencionando que algumas decisões iniciais da equipe para 2026 poderiam prejudicar Hamilton. Em tom de brincadeira, o ex-piloto sugeriu que piloto e engenheiro passassem mais tempo juntos fora da pista para alinhar expectativas antes da chegada do novo regulamento.
Para Steiner, no entanto, a equação é simples: o rendimento de 2025 não corresponde ao histórico de um sete vezes campeão, e a competitividade do carro em 2026 definirá o próximo capítulo da carreira de Hamilton.
Com informações de F1Mania



