Guenther Steiner afirmou que a melhora da Red Bull no fim da temporada 2025 não pode ser creditada somente à entrada de Laurent Mekies no comando da equipe.
O ex-chefe da Haas comentou ao site Sport Krone que a leitura de que Mekies teria sido responsável principal pela reação exagera o impacto do francês. “Acho que isso é ler demais a situação. Ele trouxe calma, mas não deixa um carro rápido em duas semanas. Ele não é tão bom assim”, declarou.
Saída de Horner abriu caminho para mudança
Mekies assumiu a chefia da Red Bull poucos dias após o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em julho de 2025, substituindo Christian Horner, que encerrou uma passagem de mais de 20 anos. Sob Horner, a equipe conquistou seis títulos de construtores e oito de pilotos, porém entrou em declínio diante de disputas internas.
Atualização técnica no RB21 impulsionou Verstappen
Logo após a chegada de Mekies, a Red Bull instalou um novo assoalho no RB21, primeiro usado por Max Verstappen no Grande Prêmio da Itália. O holandês retomou a briga pelo título mundial e encerrou o campeonato apenas dois pontos atrás do campeão Lando Norris.
Nas últimas nove etapas, Verstappen venceu seis corridas e subiu ao pódio em outras três. Parte do paddock atribuiu o salto de desempenho às “novas formas de trabalho” adotadas sob a gestão de Mekies.
Fator humano foi importante, mas não decisivo, diz Steiner
Para Steiner, o ambiente mais tranquilo de fato auxiliou: “A calma adicional fez diferença. Isso certamente ajudou Max, porque não havia mais drama constante em cada corrida”. No entanto, ele reforçou que o ganho técnico do carro foi determinante: “O desempenho já estava lá; o resto foi consequência”.
Com a atmosfera interna menos conturbada, a equipe de Milton Keynes pôde, segundo Steiner, “voltar a focar no essencial” durante a reta final do campeonato.
Com informações de Autoracing



