A McLaren espera um início de temporada particularmente trabalhoso em 2026. Segundo o chefe da equipe, Andrea Stella, o Grande Prêmio da Austrália — primeira etapa do calendário — colocará à prova a adaptação de pilotos e engenheiros aos novos motores, compostos por 50% combustão e 50% parte elétrica.
“Voltamos para a Austrália e encararemos um circuito um pouco mais difícil”, afirmou o dirigente. Stella acredita que, em Melbourne, os competidores ficarão “mais ocupados” no cockpit para otimizar a recuperação e o uso de energia, pontos cruciais do novo regulamento técnico.
Comparação com a pré-temporada
Nos testes de preparação, realizados no Bahrein e em Barcelona, a equipe observou comportamentos distintos da unidade de potência. O executivo explicou que o Circuito Internacional do Bahrein facilitou a regeneração de energia por oferecer longas zonas de frenagem. Já em Barcelona, o equilíbrio entre coletar e liberar energia se mostrou mais complexo.
“No Bahrein foi relativamente mais simples: o tempo de frenagem é suficiente para recuperar energia sem grandes ajustes no acelerador”, relatou Stella. “Barcelona exigiu um gerenciamento bem mais meticuloso.”
Impacto nas disputas de pista
Além da performance em voltas rápidas, o dirigente destacou que a eficiência energética influencia diretamente as batalhas roda a roda. “Quando você precisa defender ou atacar, o gerenciamento da unidade de potência se torna ainda mais crítico”, resumiu.
Colaboração com a Mercedes
Stella elogiou o trabalho conjunto com a Mercedes High Performance Powertrains (HPP), fornecedora dos motores da McLaren. “Aprendemos muito nos testes; a colaboração foi realmente forte”, disse, reconhecendo que há “muito a aprender” em termos de controle do motor e exploração plena do sistema híbrido.
Em 2026, a McLaren entrará na temporada defendendo o bicampeonato de construtores obtido em 2024 e 2025, além de contar com Oscar Piastri e o atual campeão mundial de pilotos, Lando Norris, em busca de novos títulos.
Com informações de F1Mania



