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Avanço tecnológico na Fórmula 1 destaca estrutura da Ferrari e projeta desafio de Hamilton

O ritmo acelerado da inovação coloca a Fórmula 1 diante de mudanças profundas. Em recente declaração, David King, diretor de tecnologia digital da categoria, indicou que a presença de robôs nos boxes pode se tornar realidade “em poucos anos”, embora não esteja nos planos imediatos. Segundo ele, a participação humana ainda é considerada essencial para manter o apelo do campeonato.

Dados em tempo real e uso de inteligência artificial

Cada carro deixa a garagem equipado com cerca de 300 sensores. Esses dispositivos, somados a centenas de câmeras distribuídas ao longo do circuito, enviam informações a um supercomputador da FIA. O volume é estimado em 1,1 milhão de dados por segundo por veículo, totalizando cerca de 1 bilhão de registros em cada corrida. Para tratar esse fluxo, as equipes recorrem a sistemas de inteligência artificial capazes de filtrar e interpretar os números quase instantaneamente.

Hamilton chega a uma Ferrari reformulada

Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, enfrentará um ambiente corporativo distinto ao assumir o cockpit da Ferrari. Apesar de críticas de parte da torcida, a escuderia mantém uma estrutura administrativa considerada moderna. Desde 2016, as ações da Ferrari são negociadas na bolsa de valores, sob controle majoritário do grupo Exor.

Quem controla a marca de Maranello

Além da família Agnelli, o capital da Ferrari inclui participações relevantes de Black Rock, Vanguard Group, Banco Central da Itália e milhares de investidores individuais. John Elkann, presidente da Exor, conduz a companhia. Nascido em Nova York e com passagem pela infância no Brasil, o executivo inaugurou em março de 2025 o centro Stellantis Tech Mobility em território brasileiro, reforçando a postura global do grupo.

Logística: comparação entre Mercedes e Ferrari

A Mercedes opera majoritariamente no Reino Unido, epicentro do chamado “Motorsport Valley”, onde estão concentrados fornecedores e engenheiros. A Ferrari, por sua vez, mantém toda a operação em Maranello, a centenas de quilômetros desse polo britânico. A distância gera desafios de integração com parceiros externos, mas a equipe compensa com produção interna verticalizada.

Força comercial e parceiros de peso

O prestígio da Ferrari atrai patrocinadores como Amazon, Shell e IBM, garantindo receitas milionárias a cada temporada. Essa combinação de tradição, base industrial própria e aporte tecnológico delineia o cenário em que Hamilton fará sua estreia pelo time italiano.

Com informações de Autoracing

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