São Paulo, 18 de janeiro de 2026 – Toto Wolff afirmou que a Mercedes não pode ser considerada um “fracasso total” desde a mudança do regulamento técnico da Fórmula 1 em 2022.
Ao falar com jornalistas neste domingo, o chefe de equipe lembrou que, mesmo sem conquistar o título nos últimos quatro campeonatos, a escuderia permaneceu na parte de cima da tabela. “Falhamos em vencer um campeonato mundial, mas terminamos em P2, P3, P4 e P2. Isso não é um fracasso total”, destacou o austríaco.
Perda de terreno após domínio prolongado
Entre 2014 e 2021, a Mercedes foi a força dominante da F1. Com a introdução das novas regras aerodinâmicas em 2022, porém, o time deixou de lutar de forma consistente pelo título e somou apenas vitórias esporádicas.
Wolff reconheceu o incômodo interno. “No presente, não há nada para comemorar, porque sempre houve uma equipe claramente à frente nesses quatro anos”, disse.
Raízes dos problemas
Segundo o dirigente, o desempenho irregular começou no lançamento do primeiro carro do novo regulamento. “Começamos mal. Enquanto consertávamos um problema, surgiam outros”, relatou. A falta de correlação entre os dados de fábrica e o que ocorria na pista travou o desenvolvimento. “Tivemos falsas esperanças e muitas teorias, mas nenhuma nos deu vantagem para lutar por um campeonato mundial.”
Avanço dos rivais
Wolff apontou que concorrentes diretos evoluíram mais rápido. “Veja a McLaren, que transformou o carro três anos atrás, e a Red Bull, que passou por altos e baixos.” O chefe da Mercedes explicou que a grande diferença costuma aparecer a partir do meio da temporada: “Desde o verão fica claro o que não funciona e como virar completamente uma campanha. Nós não conseguimos fazer isso em quatro anos”.
De acordo com Wolff, a equipe segue trabalhando para recuperar a competitividade no atual ciclo da categoria.
Com informações de Autoracing



