Toto Wolff, diretor da equipe Mercedes, refutou especulações de que a unidade de potência desenvolvida pela escuderia para a temporada de 2026 da Fórmula 1 já estaria à frente da concorrência. A declaração foi feita no podcast “Beyond the Grid”, às vésperas dos testes de pré-temporada que marcarão a transição para o novo regulamento técnico.
O próximo conjunto de regras prevê divisão de 50% entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico. Embora a Mercedes tenha dominado a primeira fase da era híbrida — conquistou 189 vitórias entre 2014 e 2025, incluindo 16 de 19 corridas em 2014 e 2015 e 19 de 21 em 2017 —, o desempenho da equipe caiu com a introdução do efeito solo em 2022, alimentando dúvidas sobre um possível retorno ao topo.
“Nunca estamos confiantes; somos gente do copo meio vazio”, afirmou Wolff, ao comentar boatos de que a fábrica de Brixworth teria acertado novamente o desenvolvimento do motor.
O dirigente ressaltou que mesmo um eventual ganho de potência não garante vitórias, citando a McLaren, cliente da Mercedes que conquistou os títulos de construtores em 2024 e 2025. “O inimigo começa em casa. A McLaren foi a melhor equipe neste ano usando nosso motor”, disse.
Wolff lembrou ainda que rivais como Williams, McLaren e Alpine chegarão a 2026 com mais tempo de túnel de vento, por terem terminado o campeonato passado em posições inferiores. “Se nosso motor for o mais forte, ainda teremos de superar inovações que talvez não tenhamos percebido”, alertou, acrescentando que rumores podem ser usados por competidores para tentar desestabilizar a Mercedes.
Com o novo regulamento batendo à porta, o chefe da equipe alemã prefere cautela: “Não podemos dar nada como garantido”.
Com informações de F1Mania.net



