Max Verstappen revelou que ele e Yuki Tsunoda usaram ajustes quase idênticos, mas com uma diferença decisiva no comportamento da parte dianteira do carro, durante o período em que dividiram a garagem da Red Bull.
O holandês comentou o tema em entrevista concedida em 20 de dezembro de 2025. Tsunoda ingressou na equipe pouco antes do Grande Prêmio do Japão. Desde então, foram 22 corridas e cinco provas sprint: o japonês marcou 30 pontos, enquanto Verstappen somou 385.
Contraste nos resultados
O melhor desempenho de Tsunoda foi o sexto lugar no GP do Azerbaijão. Já Verstappen venceu oito etapas e encerrou o campeonato apenas dois pontos atrás de Lando Norris, após forte reação no segundo semestre.
Ponto-chave: nível de subesterço
Segundo o tetracampeão, a distinção principal estava no grau de “saída de frente” (subesterço). Verstappen prefere uma dianteira extremamente agressiva para entradas mais precisas em curvas, enquanto Tsunoda mantinha o carro levemente mais subesterçante.
“Em termos de acerto, o Yuki sempre pilotou com um pouco mais de saídas de frente. Em determinado momento, tudo começou a ir na mesma direção, mas essa diferença permaneceu”, explicou Verstappen.
Detalhes no fim de semana fazem a diferença
O holandês ressaltou que não é apenas o acerto-base que define o rendimento. “A diferença está em como você constrói o fim de semana e em como trabalha com o engenheiro”, afirmou. Ele citou o GP de Abu Dhabi como exemplo: pequenas mudanças renderam dois décimos de segundo, margem considerada enorme no atual grid da Fórmula 1.
Assim, o depoimento de Verstappen reforça a dificuldade histórica enfrentada por companheiros de equipe ao adaptar seus estilos de pilotagem ao perfil de acerto que ele prefere.
Com informações de Autoracing



