Max Verstappen voltou a criticar o rumo tomado pela Fórmula 1 e pediu mudanças imediatas à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para, segundo ele, resgatar a essência da categoria. As declarações foram dadas no domingo, 8 de março de 2026, depois do Grande Prêmio da Austrália, a primeira prova completa disputada sob o novo regulamento técnico.
Novo regulamento sob fogo
O tetracampeão mundial questiona as atuais regras desde a fase de elaboração, há cerca de três anos. Agora em vigor, elas determinam que 50 % da potência dos carros seja gerada por motor a combustão e 50 % por energia elétrica, tornando o gerenciamento de bateria decisivo durante as corridas.
Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, o holandês já demonstrara insatisfação ao comparar a categoria a “uma Fórmula E com esteroides”. Após a etapa australiana, reforçou que o objetivo deveria ser o oposto: “transformar novamente em uma F1 com esteroides”.
Resultado e frustração em Melbourne
Em Melbourne, Verstappen largou da 20ª posição por causa de um acidente na classificação e concluiu a prova em sexto. Mesmo com a recuperação, descreveu a corrida como “caótica” e disse ter sido, em média, dois segundos por volta mais rápido que vários adversários.
Questionado sobre o futuro na categoria, o piloto respondeu: “Eu amo correr, mas você só aguenta até certo ponto.” Ele acredita que FIA e Fórmula 1 mostram disposição para ouvir, mas cobra ações concretas: “Não sou o único dizendo isso; muitos pilotos e fãs pensam da mesma forma.”
Bateria zerada na largada
Verstappen relatou que um problema inesperado esvaziou completamente a bateria de seu carro na volta de formação, comprometendo a largada. Mesmo sem potência elétrica, evitou incidentes iniciais, ultrapassou o pelotão intermediário e ganhou ritmo mais adiante.
Além da falha energética, o holandês enfrentou forte degradação e graining com os pneus duros, contrariando a expectativa da equipe. Segundo ele, o composto médio teria sido a melhor escolha para a prova.
Ao final, o piloto reforçou que suas críticas têm como meta “o melhor para o esporte” e indicou esperar por “soluções diferentes ainda este ano” para tornar as corridas mais atraentes.
Com informações de Autoracing



