Max Verstappen afirmou que as mudanças técnicas programadas para a Fórmula 1 em 2026 devem tornar as corridas mais complexas para pilotos, equipes e público. A avaliação foi feita nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, durante evento de mídia da plataforma Viaplay.
Gestão de energia no centro do regulamento
Pelo novo conjunto de regras, cada piloto passará a dispor de uma quantidade fixa de energia elétrica por volta. A eficiência do motor de combustão, a recuperação de energia e o desempenho em linha reta ganharão peso decisivo nas estratégias de ataque e defesa.
“Será complicado de acompanhar e de explicar”, disse o holandês da Red Bull. “No fim, continua sendo um carro de F1; vamos classificar e correr, mas todos precisarão de tempo para se acostumar.”
Incerteza sobre ultrapassagens
Verstappen destacou que a limitação de bateria e o uso das asas abertas nas retas podem alterar profundamente as disputas roda a roda. “Depende de quão bom é o motor e de quão eficiente é o carro nas retas. Ainda temos muitos pontos de interrogação”, comentou.
Prazer ao volante pode definir futuro do piloto
As críticas ao novo formato não são inéditas. Nos testes de pré-temporada no Bahrein, o tricampeão voltou a questionar se a direção escolhida pela categoria proporciona a mesma diversão ao volante. “É a forma mais divertida? Não, não é”, cravou.
Verstappen também relacionou o tema à própria motivação na carreira. “Precisa continuar sendo prazeroso. Você tem que gostar do que faz; caso contrário, não dura”, afirmou. Questionado sobre por quanto tempo pretende permanecer na F1, preferiu cautela: “Espero que por muito tempo, mas é difícil prever. Tomara que seja melhor do que o esperado.”
Com informações de Autoracing



