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Ex-dirigente vê viés inconsciente na McLaren como fator na perda do título de 2025 por Piastri

Oscar Piastri teria sido prejudicado por um possível viés inconsciente dentro da McLaren na disputa pelo título mundial da Fórmula 1 de 2025. A avaliação é de Marcin Budkowski, ex-integrante da equipe britânica e figura conhecida do paddock.

Em participação no podcast do RacingNews365, divulgado nesta quarta-feira (7), Budkowski relatou que a queda de desempenho do australiano na reta final do campeonato resultou da soma de fatores técnicos, mentais e, possivelmente, de preferências involuntárias a favor de Lando Norris.

Vantagem inicial e virada na classificação

Piastri chegou a liderar o Mundial com 34 pontos de frente para Norris e 104 sobre Max Verstappen após sua sétima vitória, no GP da Holanda. A partir dali, não voltou a triunfar e subiu apenas três vezes ao pódio, encerrando a temporada em terceiro lugar, 13 pontos atrás de Norris e 11 de Verstappen.

Fatores técnicos e psicológicos

Segundo Budkowski, o rendimento do carro variava com tipo de pista, nível de aderência e se alinhava melhor ao estilo de pilotagem de Piastri em certas condições. Quando esse encaixe não ocorria, o desempenho caía.

O ex-dirigente também citou o GP do Azerbaijão como ponto de inflexão: acidentes na classificação e na corrida, incomuns para o piloto, teriam abalado sua confiança. “Erros assim afetam qualquer um”, afirmou.

Estratégia no Catar

Outro episódio destacado foi o GP do Catar, disputado sob regra obrigatória de duas paradas por preocupação da Pirelli com os pneus. Budkowski contou ter conversado com pessoas próximas a Piastri que viram na escolha estratégica da McLaren a perda de uma vitória considerada “dominante” pelo desempenho mostrado no fim de semana.

“Menino-prodígio” e inclinações internas

Para Budkowski, não houve decisão deliberada para favorecer Norris, mas a imagem do britânico como “menino-prodígio” da equipe poderia ter gerado inclinações subconscientes em momentos-chave: “Todos carregamos vieses inconscientes”.

O ex-diretor ressaltou que a discussão serve de alerta para a importância do equilíbrio interno nas equipes de Fórmula 1, especialmente quando dois pilotos disputam o título.

Com informações de Autoracing

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