Toto Wolff, chefe da Mercedes, voltou a colocar a Coreia do Sul no radar da Fórmula 1. Em entrevista concedida nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, o dirigente afirmou que o mercado sul-coreano permanece “inexplorado” e pode contribuir para a expansão global da categoria.
Evento saiu do calendário em 2014
A Coreia do Sul recebeu a F1 entre 2010 e 2013, no circuito de Yeongam. O contrato não foi renovado após um prejuízo estimado em US$ 26 milhões na edição de 2012, e o Grande Prêmio foi oficialmente cancelado em 2014.
Mudanças no cenário asiático
Desde a última visita ao país, a Fórmula 1 perdeu a etapa da Malásia e, atualmente, mantém apenas três corridas na Ásia: China, Japão e Singapura. Para Wolff, essa configuração abre espaço para recolocar a Coreia do Sul no calendário.
Popularidade em alta e público jovem
O dirigente destaca o crescimento recente da modalidade, especialmente entre mulheres de 15 a 24 anos, público considerado altamente engajado nas redes sociais. “A Coreia é um dos países mais conectados do mundo, o que combina com a nova audiência da F1”, comentou.
Demonstrativo da Mercedes com Bottas
Antes de qualquer decisão formal, a Mercedes planeja realizar uma exibição com Valtteri Bottas em solo sul-coreano. A iniciativa servirá para medir o interesse dos fãs locais e reforçar a presença da categoria na região.
Calendário abre brecha no Leste Asiático
Com 24 etapas em 2025 — seis nas Américas e quatro no Oriente Médio —, a Fórmula 1 passou a agrupar corridas por regiões para reduzir custos logísticos. O GP do Japão foi antecipado para o início da temporada, enquanto o do Canadá passou a ocorrer junto ao fim de semana de Miami. Há ainda discussões para que o GP da Bélgica se torne bienal a partir de 2027. Nessa configuração, Wolff vê “um espaço em branco” no Leste Asiático que poderia ser preenchido pela Coreia do Sul.
Equilíbrio entre expansão e tradição
Wolff elogiou o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, pelo esforço de equilibrar interesses comerciais e a preservação de praças tradicionais. Segundo ele, recolocar a Coreia do Sul no calendário seria “estratégico” para manter o crescimento da categoria sem perder relevância em mercados históricos.
Com informações de Autoracing



